Estado Islâmico crucifica pessoas “todos os dias” durante o Ramadã

No ano passado, o grupo terrorista crucificou cerca de 94 pessoas que quebraram o jejum do Ramadã, incluindo cinco crianças.

fonte: Guiame, com informações de Daily Mail e News Week

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2016 as 4:47

Militante do EI lê as acusações que condenam os dois homens amarrados a uma cruz, em Mosul, Iraque. (Foto: Reprodução)
Militante do EI lê as acusações que condenam os dois homens amarrados a uma cruz, em Mosul, Iraque. (Foto: Reprodução)

“Todos os dias”, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) está crucificando moradores da Síria por violarem as regras de jejum durante o Ramadã, considerado um mês sagrado para os muçulmanos.

De acordo com Rami Abdelrahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês) no Reino Unido, duas pessoas foram crucificadas pelos militantes na cidade de Mayadin — território controlado pelo EI na Síria.

Outra morte por crucificação, que aconteceu na cidade vizinha de Bukamal, foi relatada pelo Observatório Justiça pela Vida. Antes disso, as três vítimas teriam sido mantidas em gaiolas por várias horas e chicoteadas por 70 vezes.

Segundo o SOHR, incidentes desse tipo se tornaram rotina durante o Ramadã nos locais dominados pelo califado do grupo terrorista. "Todo dia isso acontece, não somente um dia. Todos os dias nós publicamos isso, muitas vezes este mês", disse Abdelrahman.

Durante o período de jejum no mês do Ramadã, que acontece todos os desde a alvorada ao pôr-do-sol, os muçulmanos não podem comer, beber ou ter relações sexuais. No ano passado, o EI crucificou cerca de 94 pessoas que quebraram o jejum, incluindo cinco crianças.

As crucificações são uma forma comum de punição para espalhar o medo e o terrorismo entre os moradores dos locais onde há um califado do Estado Islâmico. Os próprios militantes do grupo também tem sido alvo desses castigos.

De acordo com a SOHR, na semana passada o grupo crucificou um de seus membros por três dias, na cidade de Deir ez-Zor. Ele foi acusado de "encobrir células adormecidas", trabalhar contra o grupo e "contrabandear pessoas que queriam fugir das áreas controladas pelo grupo."

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