Estado Islâmico envia mais de 400 terroristas para realizarem novos ataques na Europa

Após o treinamento, grupos de militantes treinados seriam implantados nos países da Europa e ordenados a escolher o momento, lugar e modo que eles acreditam que seja melhor para infligir mais dor e danos às vítimas.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2016 as 3:40

Policial passeia com cão farejador por estação de trem em Bruxelas. (Foto: Reuters)
Policial passeia com cão farejador por estação de trem em Bruxelas. (Foto: Reuters)

A organização terrorista Estado Islâmico tem treinado e está enviando mais de 400 militantes para a Europa, com o objetivo de realizar novos ataques mortais como os que aconteceram na Bélgica e na França - ambos de autoria reivindicada pelo grupo. As informações são de autoridades de inteligência.

Segundo a Associated Press informou, os oficiais de inteligência iraquianos e europeus e um parlamentar francês estão alertando que o grupo terrorista bárbaro está administrando campos no Iraque, Síria e até mesmo no antigo bloco soviético, onde militantes são treinados para conduzir ataques mortais em áreas estratégicas no Ocidente.

Segundo o relatório, os lutadores são divididos em grupos semi-autônomos e interligados. Após o treinamento, esses grupos são implantados em ondas e ordenados a escolher o tempo, lugar e modo que eles acreditam que seja melhor para infligir mais dor e danos às vítimas.

O Estado Islâmico (também conhecido como ISIS, ISIL ou 'Daesh') provou que é capaz de promover uma carnificina, mesmo estadno fora de seu califado autoproclamado em territórios do Iraque e Síria.

Depois de matar pelo menos 137 pessoas em um ataque premeditado em Paris em novembro do passado (2015), o grupo terrorista atacou novamente em Bruxelas esta semana, com explosões no aeroporto da cidade e no metrô, que mataram mais de 30 pessoas e feriram outras centenas.

Funcionários indicaram que o líder dos ataques de Paris afirmou antes de ser morto pela polícia, que ele entrou na Europa com um grupo de pelo menos 90 outros militantes do Estado Islâmico. Todos os jihadistas que que o acompanharam espalharam-se "por quase todos os lugares".

Quando assumiu a responsabilidade pelo ataque em Bruxelas, o EI mencionou uma "célula secreta de soldados", que foi enviada para a capital belga para o ataque.

Além disso, a 'Europol' - agência policial europeia - citou funcionários da inteligência em um relatório de janeiro, que disseram haver o "desenvolvimento um comando de ação externa, com homens treinados para ataques no mesmo estilo das forças especiais".

A senadora francesa Nathalie Goulet, que integra a direção da comissão de rastreamento de redes jihadistas, disse à AP que as estimativas mostram que pode haver cerca de 600 militantes do Estado Islâmico, treinados para realizar ataques fora do califado, considerando que até 5.000 europeus viajaram para a Síria.

"A realidade é que, se soubéssemos exatamente quantos eram, isto não estaria acontecendo", disse Goulet.

Um oficial de segurança europeia que falou à AP explicou que militantes de língua francesa, que têm ligações com a França, Bélgica e com Norte da África, parecem ser os cabeças das unidades encarregadas de desenvolver as estratégias de ataques na Europa.

O funcionário acrescentou que os terroristas que têm a tarefa de conduzir ataques externos são treinados em técnicas de vigilância, estratégias de campo de batalha, táticas para lidar com explosivos.

"A diferença é que, em 2014, alguns destes militantes do Estado Islâmico só receberam duas semanas de treinamento", explicou o oficial. "Agora, a estratégia mudou. As unidades especiais foram criadas. O treinamento é mais longo. E o objetivo parece já não ser somente o de matar o maior número de pessoas possível, mas sim de ter o maior número possível de operações terroristas, de modo que o inimigo é forçado a gastar mais dinheiro ou ter mais mão de obra".

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