Estado Islâmico planeja ataque terrorista nas Olimpíadas, anuncia França

De acordo com oficiais de inteligência da França, o membro do Estado Islâmico que estaria prestes a "cometer atentados contra a delegação francesa nos Jogos" é brasileiro.

fonte: Guiame, com informações de UOL

Atualizado: Quarta-feira, 13 Julho de 2016 as 12:38

Bandeira do Estado Islâmico pendurada em um campo de refugiados palestinos, no sul do Líbano. (Foto: Reuters/Ali Hashisho)
Bandeira do Estado Islâmico pendurada em um campo de refugiados palestinos, no sul do Líbano. (Foto: Reuters/Ali Hashisho)

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) está planejando um atentado contra a delegação da França durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de acordo um anúncio feito nesta quarta-feira (13) por oficiais de inteligência do governo francês.  

A informação foi passada pelo general Christophe Gomart, chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM) no dia 26 de maio, durante uma audição na comissão parlamentar de luta contra o terrorismo, que investiga os atentados de 2015 na França. No entanto, o relatório da audição só foi divulgado hoje no site da Assembleia Nacional.

De acordo relatos de Gomart aos parlamentares, o membro do Estado Islâmico que estaria prestes a "cometer atentados contra a delegação francesa nos Jogos" é brasileiro.  

Por outro lado, tanto o relatório divulgado hoje, como Gomart, não dão informações sobre a identidade deste brasileiro, nem sua localização (provavelmente ele estaria fora do Brasil e pode já estar detido).

O jornal Liberation afirma que esta informação não deveria ter sido incluída no relatório, e que só aparece no documento por um erro de transcrição.

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que serão disputados de 5 a 21 de agosto, são oportunidades potenciais para atentados terroristas, de acordo com a previsão de diversos analistas. 

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou, em abril, o risco de ataque do Estado Islâmico durante as Olimpíadas, alegando que tem aumentado o número de cidadãos do país que se aliam ao grupo extremista. O ministro da Defesa do governo interino, Raul Jungmann, também admitiu que o grupo terrorista é uma preocupação.

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