Estado Islâmico registra assassinato de outro jovem homossexual, na Síria

O garoto de 15 anos de idade, foi empurrado do alto de um prédio, na província Deir Ezzor, na Síria. O grupo extremista acusou o rapaz de manter um relacionamento homossexual com um comandante do Estado Islâmico, porém o homem que estuprou o adolescente não foi penalizado.

fonte: Guiame, com informações do Daily Mail

Atualizado: Quarta-feira, 6 Janeiro de 2016 as 3:46

Um adolescente foi jogado de um telhado por militantes do Estado Islâmico na Síria, depois ter sido acusado de ser homossexual. Apesar da 'penalidade' aplicada contra o jovem garoto, o homem que o estuprou foi poupado uma sentença de morte.

O garoto de 15 anos de idade, foi empurrado do alto de um prédio, na província Deir Ezzor, na Síria.

Acredita-se que o homem que estuprou o adolescente seja um comandante de uma das milícias do EI, conhecido como Abu Zaid al-Jazrawi. Este mesmo homem já apareceu em um vídeo, no qual mostra crianças-soldados que executam prisioneiros em uma distorção doentia do jogo de 'esconde-esconde'.

Uma testemunha disse que a execução do adolescente aconteceu em um lugar público, sob as vistas de um grande número de civis na área. Imagens de vídeo e fotos do incidente ainda estão surgindo, segundo relatos da ARA News.

"O menino foi acusado de estar envolvido em uma relação homossexual com um proeminente oficial do Estado Islâmico, Abu Zaid al-Jazrawi", informou a agência de notícias.

"Abu Zaid foi forçado a deixar a Síria e juntar-se às frentes de combate no noroeste do Iraque. A decisão foi tomada pela liderança ISIS ", disse al-Din, um ativista da emissora.

Segundo relatos, o garoto estava preso dentro da casa do comandante do EI, o qual acredita-se que tenha vindo da Arábia Saudita.

A punição da homossexualidade com penas de morte é considerada uma interpretação radical do Estado Islâmico, que preza em cumprir a lei Sharia. Porém tal conduta sexual é duramente condenada pelo próprio Corão.

A vítima foi julgada por um tribunal islâmico em Deir Ezzor, antes de ser condenado à morte.

Esta não foi a primeira vez que um ato chocante e motivado pelo preconceito foi divulgado com orgulho pelo Estado Islâmico. O grupo extremista já havia executado publicamente outros homens - também sob acusações de homossexualismo - de uma maneira semelhante.

 

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