Ewan McGregor explora a humanidade de Jesus no filme "Últimos dias no deserto"

Foi a humanidade de Jesus que se mostrou para o cineasta colombiano, o filho do escritor Gabriel Garcia Marquez.

fonte: Guiame, com informações do site Christian Headlines

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2016 as 3:17

O filme foi filmado em mais de cinco semanas no sul da Califórnia. (Foto: )
O filme foi filmado em mais de cinco semanas no sul da Califórnia. (Foto: )

"Assustador" é a palavra que Ewan McGregor tem usado sobre o fato de interpretar o papel de Jesus em seu novo filme "Last Days in the Desert" (Últimos dias no deserto). "Pirando" é outra maneira a qual ele descreveu sobre seus sentimentos em relação a tarefa.

É por isso que o ator escocês, que já interpretou o administrador do papa em "Anjos e Demônios", além de seu famoso personagem Jedi na série de Star Wars, preferiu se concentrar na humanidade de Jesus na fase onde Ele ainda está trabalhando a sua missão. “O Jesus que o público ver morrendo, mas não ressuscitado”.

"Quando eu comecei a pensar sobre essas qualidades humanas, sobre a tentativa de se comunicar com seu Pai e ficar frustrado, Ele não estava recebendo as respostas que precisava", disse ele.

"Last Days in the Desert", que estreou no Festival de Sundance em 2015 e estreia nos cinemas em todo o país no dia 13 de maio e conta com McGregor que viverá Jesus e o diabo - ou Yeshua e o demônio, como são chamados ao longo do filme.

O escritor-diretor Rodrigo Garcia imaginou Jesus em reunião com sua família onde Ele está deixando o deserto, onde passou 40 dias jejuando e orando. O adolescente e seu pai estão lutando para conciliar os planos para a vida do menino: o menino quer ir a Jerusalém. Seu pai quer que ele fique no deserto.

A história veio a ele de forma rápida, disse o escritor que observou nas notas de produção do filme que ele não é um "devoto", embora tenha crescido "em um mundo católico".
"Eu brinco que eu não sei em que parte do meu corpo veio isso porque todos os meus outros filmes têm sido contemporâneos e estritamente psicológicos e realistas e sobre as mulheres de classe média", disse ele.

Foi a humanidade de Jesus que se mostrou para o cineasta colombiano, o filho do escritor Gabriel Garcia Marquez. Rodrigo disse depois disso: “Como se escreve Deus?” Mas quando ele começou a escrever o roteiro, temas emergiram que lhe interessava: pais e filhos, o que fazemos para agradar os nossos pais e o que podemos fazer para nos agradar, mesmo com nossos destinos são escritos.

“Quando McGregor leu pela primeira vez o roteiro, ele não tinha ideia que era um filme sobre Jesus. As primeiras páginas foram ‘muito bem escritas’ e ‘poéticas’, mas sem diálogo”, disse. “Eu comecei a ler um roteiro sobre um homem que andava no deserto. Eu não sabia quem ele era ou quando ou onde estava. Então eu vi a primeira linha do diálogo e li o nome 'Lucifier', e eu percebi de quem era que estávamos falando", disse Ewan.

Garcia tinha considerado fazer o filme em Israel com atores israelenses falando em hebraico. Ele também tinha considerado ir ao México fazer com atores mexicanos falando em espanhol. Mas, ele disse: "Há algo que sempre vem à frente de qualquer fórmula que você tem, que é quem melhor vai desempenhar o papel?" Depois de passar um feriado com McGregor e amigos em comum durante o Natal, Garcia percebeu que "ele era o cara".

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