Exército sírio invade base aérea do Estado Islâmico e liberta centenas de soldados

Dezenas de soldados foram mostrados na televisão durante sua chegada da base aérea, eufóricos e radiantes. Depoimentos das famílias dos soldados também foram expostos.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 11 Novembro de 2015 as 1:10

Homem sai de uma cratera causada pelo que, segundo ativistas, foi aberta pelo lançamento de bombas das forças leais ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad. (Foto: Reuters)
Homem sai de uma cratera causada pelo que, segundo ativistas, foi aberta pelo lançamento de bombas das forças leais ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad. (Foto: Reuters)

Soldados sírios desbancaram uma base aérea no norte da Síria, na última terça-feira (10) e libertaram soldados que estavam presos há quase dois anos sob o domínio de insurgentes Estado islâmico na instalação.

Uma fonte militar próxima ao governo disse que o Exército estava trabalhando para tomar a base aérea de Kweires, na província de Aleppo, onde os soldados e oficiais estavam presos desde 2013.

Esta é uma das maiores conquistas do exército da Síria, desde que a Rússia lançou uma campanha aérea em apoio ao presidente Bashar al-Assad, em 30 de setembro.

A televisão estatal transmitiu imagens ao vivo a partir da base aérea de um emocionante relato de um repórter que anunciou a notícia ainda ofegante, ao som de músicas de vitória.

"Nós, os heróis de Kweires, agora estamos comemorando com nossos irmãos esta vitória", disse um dos soldados libertos à TV estatal, falando por telefone.

"Nós dedicamos esta vitória ao presidente Bashar al-Assad e prometemos-lhe que vamos continuar lutando até que toda a Síria seja liberta. Não vamos nos ajoelhar aos pés do Daesh [nome dado ao Estado Islâmico na Síria]", disse ele.

A fonte militar disse que centenas de soldados foram libertos.

A mídia estatal síria disse que Assad congratulou o chefe da base aérea militar pela firmeza das tropas e também o comandante da ofensiva que rompeu o cerco.

"Sua constância há anos é uma prova de sua confiança no Exército sírio e suas tropas", informou a emissora, citando Assad em sua mensagem ao Major General Monther Zamam, chefe da base aérea Kweires.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos - grupo de monitoramento com base na Grã-Bretanha - também disse que um grupo de tropas tinham alcançado a base aérea e "quebrado o cerco".

Tropas sírias também foram apoiadas por forças iranianas e do Hezbollah libanês, que as incentivaram a recuperar o território, principalmente no norte do país - antes perdido para os insurgentes do EI, durante quase cinco anos de conflito.

Dezenas de soldados foram mostrados na televisão durante sua chegada da base aérea, eufóricos e radiantes. Depoimentos das famílias dos soldados também foram expostos.

"Nós conversamos com ele três horas atrás, e estão em alto astral", disse a mãe do tenente Iyad Salameh.

O ministro da Informação na Síria, Omran al-Zoubi elogiou a "força e firmeza" dos soldados, e adotou um tom desafiante contra os terroristas - termo que o governo da Síria usa para descrever todos os rebeldes que lutam contra ele.

A quebra do cerco Kweires estava em forte contraste com a captura de Estado Islâmico da base aérea de Tabqa na província de Raqqa, no norte do país no ano passado, quando militantes mataram dezenas de soldados.

As famílias dos soldados sob cerco em Kweires tinha participado de protestos, exortando o governo a fazer mais para resgatá-los.

Tensão
O governo de Bashar al-Assad é um ponto de tensão e possivelmente um fator que dificultou a união de forças entre Estados Unidos e Rússia para lutar contra o terrorismo na Síria.

Apesar de ambos os países lutarem contra o Estado Islâmico no país do Oriente Médio, os Estados Unidos já deixaram claro sua discordância com relação ao governo de Assad (considerado um ditador), enquanto a Rússia tem apoiado o presidente sírio.

Em outubro, as divergências foram de certa forma "superadas", para que as tropas norte-americanas entrassem em ação na Síria, combatendo o Estado Islâmico.

veja também