Garota incendeia o próprio corpo, após ser estuprada por homens do Estado Islâmico

Após conseguir fugir do cativeiro do Estado Islâmico, ela sonhou que os militantes do Estado Islâmico estavam fora da tenda. Em um ato de desespero, a garota acordou e queimou o próprio corpo, na esperança que os terroristas não a quisessem mais.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2016 as 1:16

Após conseguir fugir de cativeiro do Estado Islâmico, garota yazidi permanece em frente à sua tenda, em um campo de refugiados na fronteira entre Curdistão e Síria (Foto: Youssef Boudlal / Reuters)
Após conseguir fugir de cativeiro do Estado Islâmico, garota yazidi permanece em frente à sua tenda, em um campo de refugiados na fronteira entre Curdistão e Síria (Foto: Youssef Boudlal / Reuters)
Uma menina Yazidi, mantida em cativeiro pelos terroristas do Estado Islâmico tocou fogo em si mesma, queimando gravemente 80% de seu corpo, em uma tentativa desesperada de impedir que os jihadistas a estuprassem. As informações foram confirmadas por um médico alemão.
 
O Dr. Jan Ilhan Kizilhan lidera um projecto que ajudou a levar mais de 1.100 mulheres e meninas - vítimas do grupo militante - para a Alemanha, com a intenção de ajudar a curar suas feridas físicas e emocionais, por meio de um projeto iniciado em 2014, que é administrado pelo estado alemão de Baden-Wurttemberg.
 
Kizilhan disse à AFPm que ele, pessoalmente, ouviu mais de 1.400 histórias horripilantes sobre como o grupo terrorista bárbaro brutalmente estuprou e abusou de meninas de minorias religiosas (yazidis, cristãs e outras) e como as mulheres que foram capturadas foram submetidas à escravidão sexual.
 
Kizilhan falou sobre uma garota yazidi, de 8 anos de idade, que foi vendida oito vezes como escrava sexual do Estado Islâmico e também foi estuprada centenas de vezes por combatentes do grupo em um período de 10 meses.
 
"Este é um dos casos eu sempre tenho em minha mente", disse Kizilhan, enfatizando que os horrores da escravidão sexual pelo Estado Islâmico são tão ruins que uma garota chegou tocar fogo no próprio corpo para se não ser mais estuprada pelos militantes.
 
Ele lembrou-se que conheceu uma menina Yazidi num campo de refugiados, em agosto passado que teve queimaduras que cobriam mais de 80% de seu corpo. Depois de ser estuprada e torturada durante semanas por militantes do Estado Islâmico. A menina estava dormindo em sua tenda em um campo de refugiados, quando sonhou que os militantes do EI estavam fora da tenda, para levá-la. Em uma reação desesperada, ela despejou gasolina sobre si mesma e acendeu uma chama de fogo em seu corpo, de modo que os militantes não gostariam de ter relações sexuais com ela, devido às queimaduras.
 
"Ela não tinha nariz, nem orelhas", disse o médico.
 
Kizilhan recebeu a menina, que havia sido transportada para um hospital imediatamente, porque ele sentia que ela não iria sobreviver. Ela passou por mais de 12 cirurgias e está atualmente em um hospital na Alemanha.
 
Acredita-se que atualmente haja cerca de 3.800 mulheres e meninas ainda sendo sexualmente escravizadas pelo grupo terrorista no Iraque e na Síria. Kizilhan está convidando outros voluntários que não moram no estao de Baden-Wurttemberg, para que ajudem a fornecer refúgio para essas meninas.
 
Enquanto o estado de Baden-Wurttemberg gastou aproximadamente US 104 milhões de dólares para fornecer refúgio a mulheres anteriormente escravizadas pelo Estado Islâmico, Kizilhan explicou que programas em outros estados alemães iriam beneficiar até 1.200 outras mulheres e meninas que antes eram escravizadas pelo grupo terrorista.
 
Kizilhan afirmou que a maioria das meninas no programa têm entre 16 e 20 anos de idade, enquanto a mais novo tinha 8 anos e a mais velha tinha pouco mais de 40.
 
"Elas têm enfrentado um inferno", afirmou Kizilhan, de acordo com a Gulf News. "É realmente uma situação de urgência".
 
Embora algumas mulheres tenham a sorte de escapar das garras de do Estado Islâmico, a maioria das mulheres e meninas que escapam têm pouco acesso à ajuda psicológica necessária para lidar com os atos abomináveis ​​que os militantes do EI cometeram contra elas.
 
Em muitos casos, Kizilhan disse, as mulheres yazidis que são estupradas por seus captores são evitadas por suas comunidades quando retornam, porque alguns acham que elas trouxeram desonra para suas famílias e para a comunidade.
 
"Essas mulheres realmente precisam de tratamento especializado", disse Kizilhan. "Se nós não as ajudarmos, quem o fará?".
 
"Durante o ano passado, registreei mais de 20 casos de suicídio, mas isto é certamente apenas a ponta do iceberg", argumentou ele.

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