Grupo extremista brasileiro declara apoio ao Estado Islâmico

"Se a polícia francesa não pode impedir os ataques na França, então seu treinamento para a polícia brasileira não servirá", dizia parte das mensagens publicadas em um grupo do Telegram em português.

fonte: Guiame, com informações do G1

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2016 as 9

Estado Islâmico tem recorrido a aplicativos como Telegram e Whatsapp para conseguir ampliar o comércio de escravas sexuais. (Imagem: Youtube)
Estado Islâmico tem recorrido a aplicativos como Telegram e Whatsapp para conseguir ampliar o comércio de escravas sexuais. (Imagem: Youtube)

Na última segunda-feira, o SITE Intel Group - grupo que tem monitorado ações de jihadistas na internet - informou que um grupo brasileiro declarou apoio ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. A mensagem de lealdade foi passada por meio do Telegram, em um canal 'aberto' do aplicativo, chamado "Ansar al-Khilafah Brazil".

Segundo o grupo SITE, uma das mensagens fez menção aos ataques terroristas recentes na França e insinuou possíveis ataques no Brasil, considerando que o Rio de Janeiro está prestes a sediar os jogos olímpicos.

"Se a polícia francesa não pode impedir os ataques na França, então seu treinamento para a polícia brasileira não servirá", dizia parte das mensagens.

O comentário teria sido feito em razão dos treinamentos para os quais a unidade da polícia francesa responsável pelas ações antiterrorismo na França (RAID) tem contribuído em razão da segurança das Olimpíadas deste ano (2016).

A diretora do SITE, Rita Katz comentou que esta foi a primeira vez que um grupo da América do Sul declarou apoio ao Estado Islâmico.

Katz também reconheceu a gravidade da informação, considerando que a declaração foi dada pouco tempo antes dos jogos Olimpícos do Rio e pouco depois do início da versão em português do grupo "Nashir", que tem como objetivo a troca de informações sobre o grupo extremista, também no Telegram.

Mensagem de apoio ao Estado Islâmico, publicada por um grupo brasileiro no Telegram. (Imagem: SITE)



Segurança nos jogos olímpicos
No último sábado (17), as forças de segurança do Brasil participaram de um exercício de enfrentamento a ameaças externas, na estação de Deodoro, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A região receberá cerca de 11 modalidades olímpicas durante os Jogos. A ação simulou um possível ataque terrorista com bombas e envolveu 500 pessoas.

O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant) - com sede em Brasília - tem monitorado os pedidos de credenciamento para os jogos olímpicos do RJ e descobriu que 40 pessoas têm seus nomes relacionados a alertas sobre 'cooperação internacional' e quatro delas tiveram suas ligações com o terrorismo comprovadas.


Genocídio
Além dos ataques chocantes em países da Europa (França, Bélgica e Turquia) e nos Estados Unidos, o grupo terrorista Estado Islâmico tem sido o responsável pelo genocídio de cristãos e outras minorias religiosas no Oriente Médio.

O grupo terrorista tem feito uso do comércio de escravas sexuais - muitas delas, ainda meninas, a partir de 7 anos de idade - e também registra as execuções daqueles que considera infiéis, com vídeos e fotos que são posteriormente publicadas na internet.

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