Hospital cristão é processado por não realizar abortos, nos EUA

Segundo um advogado de um grupo que se voluntariou para defender o hospital católico 'Trinity' neste caso, a ação não tem qualquer base legal e fere direitos fundamentais, como a liberdade de escolha dos profissionais.

fonte: Guiame, com informações do Christian Head Lines

Atualizado: Segunda-feira, 21 Dezembro de 2015 as 11:48

A Aliança em Defesa da Liberdade (ADF) se voluntariou para defender o Hospital Católico 'Trinity', após este ser processado pela União Civil das Liberdades Americanas (ACLU) em outubro (2015). O motivo da ação movida contra o hospital que tem 86 instalações em mais de 21 estados no país teria sido sua sua recusa em realizar abortos.
 
De acordo com o site thegatewaypundit.com "Os advogados da Aliança em Defesa da Liberdade têm representando vários grupos e instituições pró-vida e pediu na última quarta-feira (16), que o Tribunal Federal permita que o Aliança entre em defesa do hospital católico. A ação movida pela ACLU está pedindo ao tribunal que este venha a forçar o Hospital 'Trinity' e sua equipe a realizar abortos, independentemente de suas objeções religiosas e pró-vida".
 
Entre as várias organizações representadas pela ADF em situações semelhantes, estão a Associação Médica Católica, a Associação Cristã Médica e Dental, a Associação Americana de Obstetras e Ginecologistas Pró-Vida, e o grupo Mulheres Preocupadas com a América.

"Forçar hospitais católicos a realizarem abortos não é apenas contra a lei, mas também é algo que simplesmente não faz sentido", explicou o advogado Sênior da ADF, Matt Bowman. "Os pacientes devem sempre ter a liberdade de escolher uma unidade de saúde que respeite a vida e também de escolher médicos que não cometem abortos. Existem outras opções para pacientes que preferem um tipo diferente de instalação. Forçar os profissionais de saúde a agirem de modo contrário às suas convicções religiosas - muitas das quais os levaram para a profissão médica com o intuito de servir, ajudar e trazer a cura para as pessoas - é desnecessário e ilegal". 

Outro jurista da ADF também apresentou seu argumento, afirmando que o posicionamento de um cidadão americano diante do aborto depende suas próprias convicções e que ninguém deveria ser forçado a realizar tal procedimento.

"Nenhum americano deve ser forçado a cometer um aborto", disse o Consultor Sênior da ADF, Kevin Theriot. "Não há nenhuma lei que obrigue hospitais de base religiosa e equipes médicas a cometerem tais atos contra a sua fé e consciência. A lei federal proíbe diretamente o governo de se envolver em qualquer tipo coerção neste sentido. Da mesma forma, o governo não pode cortar qualquer financiamento em razão de um requisito de que os hospitais e profissionais de saúde desistam de suas liberdades constitucionalmente protegidas por lei".

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