Israel autoriza homens e mulheres a orar juntos no Muro das Lamentações

A partir da decisão, será inaugurada uma nova esplanada de orações em frente do Muro das Lamentações, de modo que homens e mulheres possam orar juntos como costuma acontecer nas sinagogas de conservadoras e reformistas do judaísmo.

fonte: Guiame, com informações de Terra

Atualizado: Segunda-feira, 1 Fevereiro de 2016 as 2:11

A decisão rompe com o controle exclusivo dos ultraortodoxos no local considerado o mais sagrado do judaísmo. (Foto: Reprodução/ EFE)
A decisão rompe com o controle exclusivo dos ultraortodoxos no local considerado o mais sagrado do judaísmo. (Foto: Reprodução/ EFE)

O governo de Israel aprovou neste domingo (31) uma resolução histórica para que homens e mulheres façam orações juntos no Muro das Lamentações, rompendo com o controle exclusivo dos ultraortodoxos no local considerado o mais sagrado do judaísmo.

A medida, que já vinha sendo defendida por grupos progressistas judeus há duas décadas, foi aprovada mesmo com a oposição dos membros de partidos ultra ortodoxos e ministros conservadores.

A partir da decisão, será inaugurada uma nova esplanada de orações em frente do Muro das Lamentações, de modo que homens e mulheres possam orar juntos como costuma acontecer nas sinagogas de conservadoras e reformistas do judaísmo.

Até então, o Muro era controlado pela corrente ultra ortodoxa, de modo que as orações eram feitas separadamente em duas esplanadas divididas por uma pequena cerca.

"Até agora, estava sob o controle de uma extrema direita com uma mentalidade limitada e de ultra ortodoxos idólatras que têm uma visão limitada de Deus e do judaísmo", disse à Agência Efe a rabina Susan Silverman, membro da junta Mulheres do Muro, grupo de ativistas da corrente reformista que luta pela liberdade de culto nesse local há 20 anos.

"Estamos aqui para romper com os ídolos e entender que Deus é infinito, com o qual todos nós temos uma relação", disse ela, comemorando a decisão.

Mais de US$ 10 milhões será destinado pelo executivo israelense ao plano de criação de um novo lugar de culto no trecho sul do Muro, que há 2 mil anos servia de contenção à esplanada do bíblico templo de Jerusalém. Hoje, nesse lugar há um parque arqueológico, que ficará sob a nova esplanada, de acordo com o projeto.

Outro dos aspectos da resolução indicam que a ortodoxia não terá a custódia da nova esplanada, ao contrário da situação atual, rompendo com o monopólio que esta corrente tinha do lugar.

O novo local de orações, a poucos metros dos outros dois ortodoxos, será administrado por uma comissão mista com representantes das correntes conservadora e progressista, delegados do governo, das Mulheres do Muro e da Agência Judaica, órgão que administra as relações com os judeus da diáspora.

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