Israel prepara soldados para o maior ataque “visto em sua história”

De acordo com o comandante da Força Aérea Israelense, o Irã se uniu às organizações terroristas Hezbollah e Hamas para desenvolver um conjunto de foguetes com alto potencial de destruição.

fonte: Guiame, com informações de Jerusalem Post

Atualizado: Quinta-feira, 30 Junho de 2016 as 12:46

Foguetes disparados a partir de Gaza contra Israel, em julho de 2014. (Foto: Jack Guez/AFP)
Foguetes disparados a partir de Gaza contra Israel, em julho de 2014. (Foto: Jack Guez/AFP)

Em guerras futuras, Israel será atingido com a maior salva de foguetes vista em sua história. A advertência foi emitida nesta segunda-feira (27) pelo General Zvika Haimovich, comandante da Força Aérea Israelense.

De acordo com o general, o Irã, junto às organizações terroristas Hezbollah e Hamas, está realizando o desenvolvimento conjunto de foguetes. "Nós podemos ver muitos testes ao vivo em Gaza com o Hamas, Irã e Hezbollah [no Líbano]. Eles reuniram grandes esforços para aumentar e melhorar suas habilidades", anunciou Haimovich durante a Conferência da Defesa Míssil ar-ar de Israel.

Os grupos hostis procurarão dominar as defesas aéreas com fortes rajadas, segundo Haimovich. “No futuro, vamos nos reunir e envolver uma salva [de foguetes] muito maior", disse ele, acrescentando que os inimigos virão de várias direções, e uma "guerra regional" poderá eclodir.

Haimovich acrescentou, ainda, que o Hezbollah pode cobrir mais de 75% do território de Israel com seus foguetes e mísseis. "Se nós estamos falando sobre uma ameaça multi-direcional, isso é muito mais complicado do que enfrentamos de cinco a 10 anos atrás. Nós vamos lidar com números muito grandes de salvas, de 50 a 100 [projéteis]. Não importa se são do Hezbollah ou do Hamas. Nós vamos encontrar novas surpresas no campo de batalha, isso é certo", disse o chefe de defesa aérea.

Além disso, na próxima guerra os inimigos irão disparar mísseis de cruzeiro contra Israel, advertiu o militar. “Não é um pesadelo. É um cenário muito realista. Esta é a nossa forma de preparar e treinar nossos comandos e unidades, para estarmos pronto para a próxima batalha.”

Haimovich admitiu que faltam recursos militares para Israel, e que não há interceptores suficientes na defesa. "Isso significa que temos de maximizar nossos interceptores. Isso [também] significa que os foguetes e mísseis atingirão o Estado de Israel na próxima escalada", disse ele.

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