John Kerry classifica ataques palestinos a Israel como atos de terrorismo

O secretário reiterou sua posição sobre os atos que tiram vidas inocentes e lamentou que cidadãos norte-americanos estivessem sob ameaça da violência em Israel.

fonte: Guiame, com informações de Dow Jones Newswires

Atualizado: Terça-feira, 24 Novembro de 2015 as 11:43

John Kerry com o Sheikh Abdullah bin Zayed e o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Adel al-Jubeir
John Kerry com o Sheikh Abdullah bin Zayed e o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Adel al-Jubeir

Em sua primeira visita a Israel em mais de um ano, John Kerry, secretário de Estado norte-americano, classificou os ataques de palestinos contra israelenses, que ocorrem a meses, como ator de terror, nesta terça-feira (24). "Está muito claro para nós esses atos de terrorismo que têm ocorrido, merecem a condenação que estão recebendo", disse Kerry antes de reuniões individuais com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

O secretário reiterou sua posição sobre os atos. "Hoje eu expresso minha completa condenação por qualquer ato de terror que tira vidas inocentes e afeta a vida cotidiana de uma nação", acrescentou Kerry, que deve pedir aos dois líderes que trabalhem juntos pelo fim da violência.

Já Netanyahu, vinculou os ataques em Israel aos ataques terroristas em outras partes do mundo e pediu que as potências globais apoiem seu país. "Israel enfrenta essas forças a cada hora, nós as estamos enfrentando diretamente, contra os próprios terroristas, estamos também lutando contra as fontes de incitação", disse ele. "Não é apenas nossa batalha, é a batalha de todos".

Kerry ainda lamentou que cidadãos norte-americanos estivessem sob ameaça da violência em Israel. O secretário disse que na última segunda-feira (23) conversou com a família de Ezra Schwartz, uma estudante de 18 anos do Estado natal de Kerry, Massachusetts, baleada na semana passada na Cisjordânia.

A Casa Branca já disse que as conversas de paz entre Israel e os palestinos não devem recomeçar antes de o presidente Barack Obama deixar o cargo, em 2017.

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