Jornalista revela que Estado Islâmico só teme a um exército: o de Israel

O repórter alemão Jürgen Todenhӧfer passou 10 dias nos territórios do Iraque e Síria, controlados pelo Estado Islâmico, entrevistou um número de militantes e relatou que o grupo terrorista só teme ao poderio militar de um exército: o de Israel.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 30 Dezembro de 2015 as 10:16

Embora o Estado Islâmico (EI) tenha os olhos fixos no objetivo de se tornar um califado global, se espalhando para a Europa, um jornalista que passou 10 dias com os terroristas diz que há apenas um país do qual os militantes têm medo: Israel.

O repórter alemão Jürgen Todenhӧfer - um ex-membro do parlamento alemão - passou 10 dias do meio do ano de 2014 nos territórios do Iraque e Síria, controlados pelo Estado Islâmico, entrevistou um número de militantes e conseguiu sair vivo da região. Ele disse ao site de notícias britânico 'Jewish News', que, embora os militantes do EI não tenham medo do poderio militar ocidental - dos Estados Unidos ou países europeus - eles temem as capacidades militares de Israel.

"O único país a quem Estado Islâmico teme é Israel", explicou Todenhӧfer. "Eles me disseram que eles sabem que o exército israelense é forte demais para eles".

Todenhӧfer acrescentou que os militantes do EI parecem bastante confiantes de que podem lidar com qualquer tipo de ofensiva dos EUA ou com as forças terrestres britânicas. Ele também afirmou que parte da estratégia do grupo terrorista 'é atrair militares americanos e europeus para o Iraque e a Síria, com objetivo de que estes soldados sejam raptados.

"Eles pensam que podem derrotar os EUA e tropas terrestres do Reino Unido - os quais eles dizem que não têm experiência em guerrilha na cidade ou estratégias terroristas", afirmou o jornalista. "Mas eles sabem que os israelenses são muito difíceis quando lutam contra guerrilheiros e terroristas".

"Eles não têm medo dos britânicos e dos americanos, eles estão com medo dos israelenses e me disseram que o Exército israelense é o verdadeiro perigo", acrescentou Todenhӧfer.

"Nós não podemos derrotá-los com a nossa estratégia atual. Essas pessoas [soldados israelenses] podem realmente lutar em uma guerra ou guerrilha", disse um militante ao jornalista alemão.

Todenhӧfer também explicou porque os jihadistas estão tão confiantes de que podem "derrotar" os Estados Unidos e outras forças ocidentais que poderiam tentar ultrapassar o reduto do grupo iraquiano de Mosul.

"Em Mosul existem 10.000 combatentes que vivem entre 1,5 milhões de pessoas em 2.000 apartamentos, e não em um lugar específico. Por isso seria difícil [para os soldados ocidentais], combatê-los", disse Todenhӧfer. "Os militantes do EI estão prontos para morrer em uma guerra contra soldados ocidentais".

Enquanto o Estado Islâmico tem executado e escravizado milhares de cristãos, Yazidis e até mesmo outros muçulmanos que não acreditam na "estrita marca do Islã sunita" imposta pelo grupo terrorista, Todenhӧfer sugeriu que o EI está "preparando a maior limpeza religiosa da história".

"Eles matam todos os muçulmanos xiitas que podem ter em suas mãos", disse o jornalista. "Eu perguntei se eles estavam preparados para matar todos os muçulmanos xiitas e eles zombaram: '... 150 milhões ou 500 milhões, nós não nos importamos, é apenas um problema técnico para nós. Estamos prontos para fazer isso".

Todenhӧfer disse que até convidou outros jornalistas para acompanhá-lo nesta arriscada jornada ao Oriente Médiao no ano passado, mas quando voltou para casa, teve a certeza de que nunca mais vai voltar para as terras controladas pelo Estado Islâmico.

"A única razão pela qual eu tinha permissão para ir, não era porque eu tinha construído relações especiais com eles", disse Todenhӧfer. "Eu perguntei a outros jornalistas se eles queriam vir comigo, mas ninguém estava preparado para me acompanhar. Eu nunca vou voltar para aquele lugar".

Conforme relatado no ano passado, durante o seu tempo no Iraque e na Síria Todenhӧfer entrevistou um alemão que integra o grupo terrorista e este afirmou que o EI, um dia irá conquistar a Europa.

"Nós vamos conquistar a Europa um dia. Não é uma questão de 'SE vamos conquistar a Europa'... é apenas uma questão de QUANDO isso vai acontecer. Mas é certo. ... Para nós, não existe tal coisa como fronteiras. Existem apenas linhas de frente", contou Todenhӧfer, citando o militante alemão do EI. "Nossa expansão será perpétua. ... E os europeus precisam saber que quando chegarmos, não vai ser de uma forma agradável. Será com nossas armas. E aqueles que não se converterem ao Islã, pagarão o imposto islâmico ou serão mortos".

Apesar da afirmação de Todenhӧfer, o líder Abu Bakr al-Baghdadi lançou uma mensagem de áudio no último sábado, ameaçando Israel e os judeus dizendo: "estamos chegando mais perto de vocês dia a dia."

"Deus fez com que os judeus do mundo se reunissem em Israel e a guerra contra eles tornou-se fácil. É obrigação de todo muçulmano, realizar Jihad", disse Baghdadi, de acordo com uma reportagem do The Jerusalem Post. "Judeus, vocês não vão desfrutar da Palestina. Deus recolheu vocês na Palestina para que o Mujahadeen possa chegar até vocês em breve e vocês vão se esconder nas cavernas árvores. A Palestina será seu cemitério".

 

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