Judeus são ignorados em nota do Itamaraty sobre o Holocausto

Ministério das Relações Exteriores do Brasil deixa claro seu desprezo por Israel, enquanto mantém espaço aos “amigos” palestinos.

fonte: Guiame, com informações de Veja

Atualizado: Quinta-feira, 4 Fevereiro de 2016 as 10:26

Atualmente, Israel está sem embaixador no Brasil. atualmente, Israel está sem embaixador no Brasil. Isso porque o nome designado por Benyamin Netaniahu não foi reconhecido oficialmente pela presidenta Dilma Rousseff. (Foto: Jornal de Hoje)
Atualmente, Israel está sem embaixador no Brasil. atualmente, Israel está sem embaixador no Brasil. Isso porque o nome designado por Benyamin Netaniahu não foi reconhecido oficialmente pela presidenta Dilma Rousseff. (Foto: Jornal de Hoje)

Um texto publicado na página do Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores do Brasil, chamou atenção por seu conteúdo apático.

No dia 27 de janeiro, quando o mundo lembrou o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”, o governo não fez menção alguma ao povo judeu, alvo exclusivo do massacre nazista.

“O Brasil une-se hoje, 27 de janeiro, às celebrações em todo o mundo da memória das vítimas do Holocausto, conforme decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nesta data, em 1945, tropas do Exército Vermelho libertaram o campo de extermínio de Auschwitz.

Ao recordar a memória dos milhões de vítimas inocentes da barbárie nazista e a atuação heroica daqueles que, como os brasileiros Aracy de Carvalho Guimarães Rosa e Luiz Martins de Souza Dantas, trabalharam em condições adversas e com alto risco pessoal para salvar vidas, o Governo brasileiro reafirma seu inabalável compromisso com os direitos humanos e com a eliminação de todas as formas de racismo e de discriminação.

No momento em que manifestações de intolerância se repetem com preocupante regularidade em várias partes do mundo, é fundamental manter viva a memória do Holocausto e educar as novas gerações, para evitar que voltem a ocorrer crimes contra a humanidade como os que marcaram aquele que é um dos períodos mais sombrios da história.”

O colunista da revista Veja, Reinaldo Azevedo, observou que além de extirpar a palavra “judeus” de seu comunicado, o Itamaraty tratou o Holocausto como um evento de caráter puramente simbólico, expropriando os judeus de sua história.

Inimigos de Israel?

Vale lembrar que, atualmente, Israel está sem embaixador no Brasil. Isso porque o nome designado por Benyamin Netaniahu, primeiro-ministro do país, não foi reconhecido oficialmente pela presidenta Dilma Rousseff.

Dany Dayan, o indicado na ocasião, integrou o Conselho Yesha entre 2007 e 2013, que representa os 500 mil judeus que moram na Cisjordânia. Para o governo petista, aí é que está o problema. Oficialmente, o Brasil é contra a “ocupação” do território palestino.

Por outro lado, os palestinos têm o seu embaixador no Brasil. Trata-se de Ibrahim Alzeben, que já declarou em terras brasileiras, no dia 30 de setembro de 2011, numa palestra a universitários: “Esse Israel deve desaparecer”.

No dia da memória do Holocausto, aiatolá Khamenei, líder supremo do Irã, divulgou um vídeo colocando em dúvida se, de fato, o massacre aconteceu da forma como é contada. Enquanto o Brasil nega um embaixador israelense que tenha sido representante de colonos da Cisjordânia, o representante iraniano que duvida da existência do Holocausto é aceito.

A construção de uma imponente mesquita muçulmana em Brasília é uma das amostras mais visíveis da afinidade que o Partido dos Trabalhadores (PT) tem com os representantes palestinos no Brasil.

Em 2010, o governo Lula doou um terreno de 16 mil metros quadrados em zona privilegiada de Brasília para a construção de uma embaixada palestina. Na ocasião, a pedra fundamental foi inaugurada na pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

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