"Kit bíblico" pode ser aprovado nas escolas públicas e privadas de São Paulo

De acordo com a proposta, o conteúdo com histórias bíblicas será divulgado em livros, vídeos e palestras que serão repassados para alunos de 6 a 12 anos, que frequentam o ensino fundamental das redes pública e privada.

fonte: Guiame, com informações de IG

Atualizado: Segunda-feira, 7 Dezembro de 2015 as 4:59

O kit bíblico pode ser mais um material a ser distribuído nas escolas da rede estadual paulista. (Foto: HFCC Bible College)
O kit bíblico pode ser mais um material a ser distribuído nas escolas da rede estadual paulista. (Foto: HFCC Bible College)
O "kit bíblico" pode ser mais um material a ser distribuído nas escolas da rede estadual paulista, segundo um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). 

O PL 679/2013, de autoria do deputado Rodrigo Moraes (PSC), missionário da Igreja Mundial do Poder de Deus, teve parecer favorável do relator, deputado Adilson Rossi (PSB), pastor da Assembleia de Deus, na última reunião da Comissão de Educação e Cultura realizada no dia 17 de novembro.

De acordo com a proposta, o conteúdo com histórias bíblicas será divulgado em livros, vídeos e palestras que serão repassados para alunos de 6 a 12 anos, que frequentam o ensino fundamental das redes pública e privada.

O projeto permite que as unidades de ensino façam parcerias com entidades religiosas para desenvolver o conteúdo e prevê que se “respeite e observe as diversas religiões existentes no país”. O autor ainda busca parcerias privadas e com entidades religiosas para que ele tenha “o mínimo de custo possível” ao Estado.

“Queremos levar esse conhecimento para a juventude e que ela cumpra o mandamento bíblico”, disse o deputado Rodrigo Moraes, acrescentando que as aulas teriam caráter extracurricular e não seriam obrigatórias.

“Sabemos que a palavra do SENHOR é viva, eficaz e tem grande poder para mudar a história destas famílias, independente de religião ou de preconceitos criados pela sociedade. O contato com a palavra de Deus proporcionará aos alunos um desenvolvimento intelectual, social e cultural mais produtivo, tornando-os mais solidários e altruístas”, argumentou o deputado no texto de justificativa do projeto.

O projeto, no entanto, gerou também algumas resistências. O deputado Gilmaci Santos (PRB), um dos que pediu vista à PL, disse que votará contra a aprovação. “Quem quer ensinar a Bíblia para o filho tem de fazer isso dentro de casa, não na escola. Embora eu seja de origem evangélica, acho que não cabe a discussão. Defendo a laicidade do Estado”, afirma.

No entanto, com o voto favorável do relator Adilson Rossi, o texto deve seguir para o plenário da Assembleia Legislativa (Alesp) e para votação nas Comissões de Educação e Cultura, presidida pela deputada Rita Passos (PSD), e na de Constituição, Justiça e Redação, presidida pela deputada Célia Leão (PSDB). Se aprovado, será colocado em prática no ano letivo seguinte ao da publicação.

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