Líder do Hezbollah ameaça explodir instalação química de Israel para matar milhares

Ainda que o Hezbollah, sediado no Líbano, não esteja ativamente em guerra com Israel, Nasrallah disse que o grupo poderia facilmente devastar o país usando seu arsenal de foguetes para explodir tanques de amônia na instalação química.

fonte: Guiame, com informações de Breaking Israel News

Atualizado: Quarta-feira, 17 Fevereiro de 2016 as 2:54

(Foto: Reprodução)
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O líder do grupo terrorista Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou bombardear uma instalação química em Haifa, a terceira maior cidade de Israel, a fim de matar milhares de pessoas no país.

Ainda que o Hezbollah, sediado no Líbano, não esteja ativamente em guerra com Israel, Nasrallah disse que o grupo poderia facilmente devastar o país usando seu arsenal de foguetes para explodir tanques de amônia na instalação química.

De acordo com o líder terrorista, o número de vítimas seria comparável ao causado por um ataque nuclear.

Aparentemente, a ideia de Nasrallah surgiu depois que um oficial israelense fez uma declaração dizendo um ataque no local causaria "dezenas de milhares" de mortes, informou o Times of Israel. O líder terrorista citou o oficial em sua ameaça, indicando que Israel "temia" ser atacado.

"Isto seria exatamente como uma bomba nuclear, e podemos dizer que o Líbano tem, hoje, uma bomba nuclear — visto que qualquer foguete que atinja esses tanques é capaz de criar um efeito de bomba nuclear", disse ele em um discurso transmitido por um site de notícias libanês.

A mensagem de Nasrallah teve efeito imediato. Poucas horas depois, o ministro de Proteção Ambiental de Israel, Avi Gabai, anunciou que a unidade de armazenamento de amônia seria movida para o deserto de Negev, ao sul do país.

O chefe geral das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, disse que o país tem "uma dissuasão eficaz" contra o Hezbollah. Embora a organização terrorista tenha sido uma inimiga perigosa no passado, Eisenkot apontou que a fronteira de Israel com o Líbano tem sido a mais silenciosa do país durante os últimos dez anos.

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