Local do “Jardim do Éden” é considerado patrimônio da UNESCO

Os Pântanos da Mesopotâmia, alimentados pelos rios Tigre e Eufrates, é tido por muitos cristãos como local do Jardim do Éden.

fonte: Guiame, com informações de Reuters

Atualizado: Quarta-feira, 20 Julho de 2016 as 3:28

Moradores locais reunidos nos pântanos de Nassiriya, ao sudeste do Iraque.(Foto Reuters/Essam Al-Sudani)
Moradores locais reunidos nos pântanos de Nassiriya, ao sudeste do Iraque.(Foto Reuters/Essam Al-Sudani)

Os Pântanos da Mesopotâmia, região tida por muitos cristãos como local do Jardim do Éden, tornou-se um patrimônio mundial da UNESCO, segundo anúncio feito pelas autoridades iraquianas neste domingo (17).

Localizado no sudeste do Iraque, o ecossistema úmido é alimentado pelos rios Tigre e Eufrates, tornando o local pleno de água e vida natural. No entanto, a região nem sempre foi mantida assim.

Na década de 1990, os rios que abasteciam a área foram drenados pelo ex-líder iraquiano Saddam Hussein. Sua ação foi feita para punir as tribos árabes nativas da região pantanosa e outros opositores que se refugiavam no local — que haviam se revoltado contra seu governo após a primeira Guerra do Golfo.

Hussein construiu uma rede de canais para desviar a água dos rios Eufrates e Tigre, direcionando-a para o mar.

O quadro foi revertido apenas depois da queda do ex-líder pelos Estados Unidos, em 2003. Desde então, moradores e agências ambientais trabalharam para destruir as barragens e restaurar a região.

Os pântanos, que tinham a extensão de 9 mil quilômetros quadrados na década de 1970, foram reduzido para apenas 760 quilômetros quadrados até 2002, antes de sua recuperação. O Iraque anunciou que pretende recuperar um total de 6 mil quilômetros quadrados.

Em fronteira com o Irã, os pântanos têm sido utilizados nos últimos anos para o contrabando de drogas, armas e cativeiros de reféns. As tribos árabes nativas viveram nos Pântanos da Mesopotâmia por milênios, mas ultimamente têm vivido à margem da sociedade iraquiana.

No domingo, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, elogiou a decisão da UNESCO que, segundo ele, "coincide com as vitórias militares consecutivas na guerra contra o Estado Islâmico”.

O grupo terrorista, que já perdeu metade do território que foi dominado por eles em 2014, ainda controla alguns dos mais ricos sítios arqueológicos do mundo no norte do Iraque.

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