Mãe de autista é impedida de evitar cirurgia de mudança de sexo da própria filha: "Sou uma voz solitária"

A Dra. Kathleen Levinstein revelou que sua filha tem uma idade funcional de 11 anos e é incapaz de tomar certas decisões sozinha. "Eu sou uma voz solitária no mundo acadêmico e social, falando contra a cirurgia de mudança de sexo em pessoas autistas".

fonte: Guiame, com informações do BreitBart

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2016 as 9:50

Dra. Kathleen Levinstein é assistente social clínica e professora da Universidade de Michigan, EUA. (Foto: BreitBart)

Uma mulher que se identifica como uma "acadêmica de esquerda" diz que seus direitos parentais estão sendo negados pelos médicos que estão planejando uma cirurgia de mudança de sexo em sua filha autista de 19 anos. O processo cirúrgico inclui a mutilação dos seios da moça, e a aplicação de injeções de testosterona para fazer "crescer um pênis".

"Eu sou uma voz solitária no mundo do trabalho acadêmico e social, falando contra a cirurgia de mudança de sexo em pessoas autistas, o que eu sinto ser tanto um crime contra as pessoas com deficiência, bem como a sua esterilização", disse Dra. Kathleen Levinstein, uma assistente social clínica e professora da Universidade de Michigan, segundo o site norte-americano 'Breitbart News'.

Levinstein revelou que sua filha tem uma idade funcional de 11 anos e argumentou que a moça é inteiramente despreparada para tomar tais decisões por si própria.

A filha supostamente já tem pelos faciais, devido aos hormônios que ela está tomando, mas ainda tem suas regras normalmente. Ela recebeu seu primeiro lote de testosterona, receitado por um endocrinologista, apesar das advertências de que os riscos para a saúde a longo prazo, associados com um tal regime ainda não foram totalmente estudados.

Levinstein, que se descreve como politicamente de centro-esquerda, inicialmente aceitou o fato de sua filha assumir a homossexualidade (como lésbica), mas começou a se preocupar depois que sua filha visitou um terapeuta de gênero, que lhe deu o sinal verde para a transição de gênero, depois de apenas duas consultas - embora as diretrizes da Associação Americana de Psicologia recomende uma avaliação de um ano.

A mãe explicou que sua filha tem uma história de problemas médicos, devido ao autismo, com o qual ela foi diagnosticada aos dois anos de idade, mas acusou o terapeuta de gênero, a quem ela não revelou o nome, de ignorar esses perigos.

A assistente social disse que às vezes os pais e os profissionais se precipitam em acreditar que seu filho é transgênero, acrescentando: "Eu acredito que há uma sobreposição com as populações autistas e transgêneros. Alguns estudos mostram um maior nível de testosterona em seres humanos autistas. Para os homens um nível suficientemente elevado de testosterona se converte em estrógeno. Isto pode explicar o grande número de pessoas autistas de ambos os sexos, alegando que eles são transgênero".

Levinstein revelou ainda que alguns progressistas emitem sérias ameaças para que ninguém critique as cirurgias e os procedimentos para mudança de sexo.

"As mulheres que questionam publicamente [estes procedimentos] são ameaçadas de morte. Ameaçam a nós e nossos filhos de estupro, de nos queimar até a morte com gasolina, de nos decapitar e assim por diante", disse ela. "Isso tudo vem de pessoas que afirmam que são nossas 'irmãs".

As questões transexuais na América têm sido muito debatidas desde o ano passado, mas em particular após a diretiva do presidente Barack Obama divulgada em maio deste ano (2016), exigindo que as escolas públicas permitam que os meninos tenham acesso a banheiros e vestiários femininos, caso "se identifiquem como mulheres".

Embora Obama tenha afirmado que "seu conceito sobre a Bíblia" e a regra de ouro o tenham levado a elaborar a diretiva, "destinada a proteger os alunos transexuais de assédio moral", 11 estados americanos entraram com uma ação contra a administração Obama, argumentando que a orientação "não tem base legal".

A ação conjunta advertiu que se os estudantes estão autorizados a utilizar os banheiros com base em sua identidade de gênero, seria transformar ambientes educacionais em todo o território dos Estados Unidos "em laboratórios para um experimento social massivo, desprezando o processo democrático e atropelando as políticas de senso comum proteger crianças e os direitos básicos de privacidade".

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