Menina de 9 anos morre após ser estuprada por terroristas do Estado Islâmico

O o fato foi relatado por uma adolescente de 16 anos de idade, que conseguiu escapar de um cativeiro do Estado Islâmico e compartilhou com uma organização de Direitos Humanos, os horrores que testemunhou por lá.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 25 Abril de 2016 as 8:52

Garota posa para foto em um campo de refugiados internos na Síria. (Foto: Ammar Abdullah / Reuters)
Garota posa para foto em um campo de refugiados internos na Síria. (Foto: Ammar Abdullah / Reuters)

Uma adolescente Yazidi de 16 anos revelou em seu depoimento que os combatentes do Estado Islâmico estupraram até a última menina com idade acima de 8 anos de idade em sua comunidade, incluindo uma garota de 9 anos, que foi estuprada por tantos homens que acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.

O depoimento da menina foi compartilhado pela parlamentar conservadora britânica Fiona Bruce, no início desta semana, depois que membros do Parlamento votaram, por unanimidade, declarando que 'os cristãos e yazidis estão sofrendo um genocídio, e referem-se à questão no Conselho de Segurança das Nações Unidas'.

Bruce não revelou o nome da adolescente, mas disse que ela testemunhou a morte de seu próprio pai e do irmão, quando teve sua comunidade atacada pelo grupo terrorista.

"Ela falou sobre testemunhar suas amigas sendo estupradas, sobre ouvir os gritos e também sobre ver uma menina com cerca 9 anos, sendo estuprada por tantos homens que acabou morrendo", o MP explicou, segundo o The Guardian.

Houve um fluxo constante de histórias angustiantes relativas a estupros e assassinato desde que o Estado Islâmico começou a tomar territórios em todo o Iraque e na Síria, em 2014, além de submeter meninas de 8 e 9 anos de idade a formas extremas de abuso.

O grupo anti-extremista 'Quilliam Foundation' disse em um relatório detalhado em março que muitos jovens estão sendo estupradas em salões repletos de vítimas.

"Várias mulheres relataram que, enquanto estão em cativeiro, mulheres jovens e meninas foram estupradas em uma base diária por combatentes do Estado Islâmico. Uma mulher idosa relatou que as mulheres jovens voltavam depois de algumas horas ou dias em uma 'condição miserável", segundo conta o relatório sobre as práticas do EI.

A Grã-Bretanha juntou-se aos EUA e uma série de outros países que reconheceram o tratamento das minorias nas mãos do Estado Islâmico como um genocídio.

"O povo britânico está horrorizado com o que ouve e vê em relação ao tratamento desses grupos minoritários na Síria e no Iraque, e eles esperam, com razão que este Parlamento use as ferramentas disponíveis para trabalhar e trazer um fim a isso, alcançando paz nesta região conturbada do mundo", acrescentou o deputado conservador Derek Thomas.

"Uma ferramenta disponível para nós hoje é reconhecer estes maus atos como genocídio e usar a nossa posição como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU para que esta situação possa ser investigada pelo Tribunal Penal Internacional".

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry disse no início de março que o grupo terrorista "é genocida por auto-proclamação, por sua ideologia e suas ações".

"O fato é que Daesh [nome usado para o Estado Islâmico no Oriente Médio] mata os cristãos, simplesmente porque porque são cristãos, Yazidis porque são yazidis, Xiitas porque são xiitas. Esta é a mensagem que transmite às crianças sob seu controle: que toda sua visão de mundo é baseada em eliminar aqueles que não subscrevem à sua ideologia perversa", Kerry acrescentou, usando um nome alternativo para o EI.

Outro relatório preocupante do início desta semana citou uma entrevista com Disse Mamuzini, um funcionário do Partido Democrático do Curdistão de Mosul, que alegou que o Estado Islâmico executou cerca de 250 mulheres que se recusaram a se tornar escravas sexuais.

"Pelo menos 250 meninas até agora têm sido executadas pelo Estado Islâmico, porque se recusaram a aceitar a prática da jihad sexual, e às em alguns momentos as famílias das meninas também foram executadas por rejeitar a apresentá-las com o pedido do EI", disse Mamuzini à agência de notícias iraniana baseada em Ahlulbayt.

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