Mulher lança fezes contra pastor durante culto e é presa em Cuiabá

A presa, que é dona de casa, alegou para a Polícia Civil que o pastor e as outras mulheres que frequentavam a igreja a tratavam com menosprezo, pelo fato de ser mãe solteira. Os religiosos teriam dito que ela estava pecando por criar um filho sozinha.

fonte: Guiame, com informações de G1

Atualizado: Terça-feira, 5 Janeiro de 2016 as 4:28

Depois de arremessar um balde com fezes e urina contra um pastor durante um culto, em uma igreja evangélica, uma mulher de 47 anos foi presa na cidade de Lucas do Rio Verde, a 249 km de Cuiabá. O caso ocorreu na sexta-feira (1º) durante uma reunião de Ano Novo.

A presa, que é dona de casa, alegou para a Polícia Civil que o pastor e as outras mulheres que frequentavam a igreja a tratavam com menosprezo, pelo fato de ser mãe solteira. Os religiosos teriam dito que ela estava pecando por criar um filho sozinha.

“Ela disse que estava sofrendo com essa situação e até entrou em depressão. Disse que tinha um tratamento diferente em relação às outras pessoas pelo fato de não ter um marido. Para ela, o tratamento era inadequado e trazia transtornos”, relatou o delegado Walter de Melo.

No entanto, Melo acredita que a mulher sofra de algum tipo de transtorno mental.

Diante da suposta situação vivida na igreja, a dona de casa conta que resolveu preparar uma vingança ao pastor e aos outros membros.

“Ela confessou que começou a fazer esse 'caldo' com fezes e urina em casa, dentro de um balde. Depois, decidiu participar da cerimônia, onde as pessoas oravam durante o culto de Ano Novo. Em um determinado momento ela retirou esse balde durante o culto e jogou contra o pastor e em outras pessoas”, contou o delegado.

A polícia foi acionada e encaminhou a dona de casa para a delegacia. O pastor e algumas pessoas que foram atingidas pela substância foram levadas para um hospital da cidade.

“Ela vai responder um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de ultraje a culto religioso e foi solta. As pessoas que foram atingidas procuraram atendimento médico para saber se havia risco de algum tipo de contágio [de doença]. Elas ainda vão ser ouvidas na delegacia nos próximos dias”, pontuou Melo.

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