Mulheres cristãs se armam após ataques terroristas, no Líbano: "Não vamos fugir"

"Nós não vamos permitir que o Líbano se torne um novo Iraque. Não vamos fugir, nós temos armas e estamos prontas para nos proteger", disseram as mulheres libanesas, após ataques que mataram cinco pessoas e deixaram mais de 20 feridos na cidade de Qaa.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2016 as 8:56

Segundo relatos, carregar armas tornou-se algo normal para as mulheres em Qaa, Líbano. (Foto: Reuters)
Segundo relatos, carregar armas tornou-se algo normal para as mulheres em Qaa, Líbano. (Foto: Reuters)

Mulheres cristãs no Líbano estão se armando, após uma série de devastadores ataques suicidas na última segunda-feira (27).

Cinco pessoas foram mortas e mais de 20 pessoas ficaram feridas, após oito homens-bomba se explodirem na aldeia predominantemente cristã de Qaa, a poucos quilómetros da fronteira com a Síria. Pelo menos dois dos ataques ocorreram à noite, do lado de fora da igreja 'Mar Elias', onde as famílias das vítimas se reuniram para uma vigília, no início do dia.

De acordo com a versão em inglês do jornal 'Al Arabya', os bombardeios "desencadearam medo e pânico entre os moradores da Qaa". Fotos divulgados pela Reuters na terça-feira mostraram que as mulheres cristãs estão pegando em armas para se protegerem de futuros ataques.

"Nós não vamos permitir que o Líbano se torne um novo Iraque. Não vamos fugir, nós temos armas e estamos prontas para nos proteger", disse uma mulher de Qaa à organização humanitária internacional 'Demanda por Ação' (ADFA).

Ela disse que todas as mulheres da aldeia decidiram armar-se. "Jihadistas acham que eles irão para o inferno se forem mortos por mulheres, então vamos enviá-los direto para o inferno", acrescentou.

O sacerdote da igreja Mar Elias, Rev Elian Nasrallah, disse ao New York Times por telefone na última segunda-feira que os moradores de Qaa estão "vivendo no terror".

"As pessoas estão presas em suas casas, sem se atrever a sair, temendo novos atentados suicidas", disse ele.

Nenhum grupo ainda assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas as autoridades suspeitam que o Estado Islâmico estava por trás ações terroristas no Líbano.

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