"Mulheres estão morrendo por causa do aborto e isto não é registrado", diz médica

Segundo a ginecologista e obstetra, Fred Bush, em muitos casos de mulheres que morrem por causa de complicações geradas pelo aborto, esta informação é omitida nos atestados de óbito.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 22 Janeiro de 2016 as 12:45

As mulheres estão se tornando vítimas e, em alguns casos, até morrendo por causa de procedimentos de aborto, mas a falta de registo de dados precisos está mantendo a sociedade norte-americana 'alienada' sobre esta questão, segundo uma proeminente ginecologista-obstetra explicou durante um debate na última quinta-feira (21).

Participando de um painel de discussão da conferência 'Evangélicos pela Vida 2016', a Dra. Freda de Bush, uma instrutora clínica do Departamento de Medicina da Família na Universidade do Centro Médico do Mississippi - que é uma associação americana de Pró-Vida - e integrante do Conselho de Obstetras e Ginecologistas, questionou se a rede de clínicas de aborto 'Planned Parenthood' e outras que oferecem este tipo de procedimento estão fazendo sua parte em explicar com clareza para as mulheres jovens sobre os riscos fatais para a saúde, ao se submeter a um aborto.

No debate, que incidiu temas relacionados às consequências das denúncias feitas pelo Centro de Progresso Médico sobre o esquema de venda de partes dos corpos de fetos abortados pela 'Planned Parenthood', Bush pediu que houvesse também uma divulgação completa sobre como a rede de clínicas de aborto é displicente com relação ao apoio necessário às mulheres que
sofrem complicações graves como resultado de procedimentos abortivos.

"Realizar um aborto não é algo simples, como apenas dar um passeio no parque", disse ela. "As mulheres precisam ser protegidas e alertadas quando se trata de sua saúde, em vez de se tornarem vítimas".

Bush, que é uma médico ativa, advertiu contra o conceito de que as possíveis complicações decorrentes de abortos são improváveis ou menores. Ela explicou que os abortos médicos e abortos cirúrgicos podem causar hemorragias, infecções e outras lesões graves, e afirmou que as clínicas de aborto muitas vezes não têm os médicos com especialidades necessárias para lidar com estas complicações e, em alguns casos, deixam as mulheres que estão sofrendo "cheguem ao quarto de emergência por sozinhas".

Embora algumas mulheres não acreditem que há muito risco para a sua própria vida quando realizam um aborto, Bush citou o caso de uma estudante universitária em Mississippi que morreu simplesmente porque seus pais a forçaram a realizar um procedimento abortivo, para que ela pudesse terminar seus estudos na faculdade.

"Ela foi infectada, acabou sendo levada para a UTI, teve lesão cerebral e, mesmo assim recebeu alta, eventualmente, indo para receber cuidados em casa", explicou Bush. "Essa moça morreu e, no atestado de óbito, a causa da morte não citou o procedimento abortivo".

Bush também lembrou que há mais mulheres que possam ter sofrido um destino semelhante ao da estudante universitária no Mississippi, mas não há formas de se saber ao certo quantas mulheres morrem por causa de complicações geradas pelo aborto, porque os números sobre abortos e complicações deste procedimento não são registrados em um nível correto.

"Então, nós realmente não sabemos quantos abortos estão sendo feitos, não sabemos quantas pessoas estão morrendo por causa dos abortos, porque os números não estão sendo registrados", a médica afirmou. "Por uma questão de fato, o Centro de Controle de Doenças ainda diz que apenas 45 dos 50 estados nos EUA, na verdade, continuam fazendo registros de abortos. Nós realmente não sabamos quantos abortos estão sendo feitos nos Estados Unidos e sabemos ainda menos sobre a complicações causadas por estes procedimentos".

Embora os defensores do aborto e um estudo argumentem que abortos médicos são mais seguros que os abortos cirúrgicos, a médica ainda afirmou que os abortos médicos podem ser perigosos da mesma forma para as mulheres.

Freda afirmou que o que a maioria das pessoas não está informada sobre o aborto médico - que é feito quando uma mulher toma um comprimido para separar seu bebê do revestimento do útero e, horas depois, a pílula a leva a ter contrações. Segundo a obstetra, este procedimento pode levar a mulher a sangrar por horas ou dias. Além disso, pode causar sofrimento físico e psicológico para quem toma a pílula.

"Nós não ouvimos falar que às vezes o processo não é concluído e por isso, a mulher ainda tem que voltar e se submeter ao aborto cirúrgico. O que há de ruim nisso é que muitas vezes, o 'profissional' que iniciou o aborto químico, o aborto médico, não é [geralmente] o mesmo que ela vai ver de novo e os cuidados necessários não vai estar à disposição desta mulher", disse Bush. "Abortos médicos não são tão seguros como muitos dizem. Eu sei que há mulheres que realmente morreram de infecções e complicações causadas por este procedimento ... mas essa informação não irá a público".

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