"O Estado Islâmico é um ritual apocalíptico", diz Barack Obama

A declaração foi dada durante a Assembleia Geral da ONU, na qual Obama justificou suas incursões militares na Síria, contra o Estado Islâmico.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 30 Setembro de 2015 as 9:12

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O Estado Islâmico é um 'ritual apocalíptico', cujo as matanças em massa são um 'ataque à toda a humanidade', disse o presidente dos EUA, Barack Obama, à Assembléia Geral da ONU na última segunda-feira (28).

Falando perante representantes de todas as nações ligadas à ONU e ao Secretário-Geral das Nações Unidas em Nova York, Ban Ki-moon, Obama disse que não há respostas fáceis para a crise, mas "não há espaço para acomodar um culto apocalíptico como o Estado Islâmico, e os Estados Unidos não deve se desculpar pelo uso militar, como parte de uma coalizão ampla, para perseguir o grupo terrorista.

"Fazemos isso com a determinação de garantir que nunca haverá um refúgio seguro para os terroristas que realizam esses crimes", acrescentou. "E temos demonstrado ao longo de mais de uma década de busca incessante à al Qaeda: não vamos ser vencidos por extremistas".

O presidente disse que a Síria representava a maior ameaça para a ordem internacional.

"Quando um ditador mata dezenas de milhares de seu próprio povo, isto não é apenas uma questão de assuntos internos de uma nação - que gera o sofrimento humano em uma ordem de magnitude que afeta a todos nós Da mesma forma, quando um grupo terrorista decapita cativos, abate o inocente e escraviza as mulheres. Isso não é problema de segurança nacional de um único país. Isto é um ataque à toda a humanidade", afirmou

Ele admitiu que "será exigido compromisso" para acabar com a guerra no Oriente Médio e erradicar O Estado Isl}amico, "mas o realismo também exige uma transição da gestão de Assad para um novo líder e um governo inclusivo, que reconhece que deve haver um fim para este caos, para que o povo sírio comece a reconstruir".

A "ideologia venenosa" do extremismo islâmico "infecta muitos de nossos jovens", disse Obama, e os muçulmanos devem rejeitar aqueles que pregam a intolerância e promover a violência, enquanto os não-muçulmanos devem rejeitar a visão de mundo que iguala o Islã ao terrorismo.

O Presidente também abordou questões como a pobreza, citando o Papa Francisco, em dizer: "somos mais fortes quando nós valorizamos o menor entre nós, e o vemos como igual em dignidade para nós mesmos e nossos filhos e filhas".

Outros assuntos, como mudanças climáticas, o acordo com o Irã e relações dos EUA com Cuba também foram observados no discurso de Obama.

Em outro pronunciamento, proferido ainda nesta segunda-feira, o rei da Jordânia, Abdullah II caracterizou a luta contra o Estado Islâmico como "uma terceira guerra mundial", e advertiu que o futuro está sendo ameaçado pelos "bandidos do Islã que operam globalmente hoje".

"Essas gangues de bandidos usam da desconfiança e ignorância para expandir seu próprio poder, e pior ainda, concedem a si mesmos o direito de distorcer a palavra de Deus, para justificar os crimes mais atrozes", disse o rei.

"Vamos ampliar a voz da moderação. É uma das maiores ironias do nosso tempo que as vozes extremistas usem meios avançados para propagar ideias ignorantes".

O rei Abdullah também pediu à comunidade internacional para responder à crise dos refugiados sírios.

"É obrigação do mundo encontrar soluções e proporcionar alívio para os milhões de refugiados da minha região", disse ele.

Segundo a ONU, a Jordânia tem recebido mais de 600.000 refugiados sírios.

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