Palestinos e Egípcios são os que mais 'simpatizam' com o Estado Islâmico, segundo pesquisa

A pesquisa também descobriu que 50% dos palestinos são "são contra a participação dos árabes na coalizão para destruir o Estado Islâmico". Logo em seguida, vem o Egito, com 40% de sua população adotando este mesmo posicionamento.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 10 Novembro de 2015 as 4:12

Um grande levantamento sobre atitudes e opiniões sustentadas por pessoas em vários estados árabes descobriu que egípcios e palestinos são os que mais 'simpátizam' com os ideais do Estado islâmico. Entre os refugiados sírios, 13% expressaram apoio ao grupo terrorista.

O Centro Árabe para Pesquisa e Estudos Políticos lançou suas conclusões este mês (novembro /2015), após realizar uma pesquisa de opinião pública com mais de 600 entrevistados nos países da Tunísia, Egito, Palestina, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Iraque, bem como uma amostra de 900 refugiados sírios baseados em campos no Líbano, Jordânia e Turquia.

Embora a maioria - 72% dos entrevistados - tenha dito que tem uma visão negativa do Estado Islâmico no cenário global, o grupo militante que conquistou territórios em todo o Iraque e na Síria encontrados pequenos bolsões de apoio. Quatro por cento do total de entrevistados disseram que têm um visão positiva sobre o EI e 7% disseram conseguem "alguns pontos positivos nas ações ou ideais do grupo".

O nível de apoio especificamente dentro do grupo de refugiados sírios foi um pouco maior do que a média, no entanto, com 13% no total, expressando uma visão 'simpatizante' para com o grupo terrorista.

Os entrevistados libaneses que responderam ao inquérito foram mais firmemente contrários ao, marcando a taxa de 98% das pessoas que declaram sua oposição ao grupo. A Palestina, por outro lado, marcou o maior percentual de apoio ao Estado Islâmico, marcando 24% do entrevistados que sugeriram ter visualizações simpatizantes ao grupo.

A pesquisa também descobriu que 50% dos palestinos são "são contra a participação dos árabes na coalizaão para destruir o Estado Islâmico". Logo atrás dos palestinos vem o Egito, com "40% de oposição à participação dos países árabes nos ataques militares contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria".

Da mesma forma, "63% dos egípcios e 53% dos palestinos não enxergam no Estado Islâmico, uma ameaça direta ISIL contra os seus municípios de origem".

Um total de 63% dos entrevistados árabes afirmaram que o EI representa uma ameaça direta à segurança e estabilidade de seus países de origem, enquanto 33% disseram que eles não se sentem ameaçados.

Nas outras perguntas da pesquisa, as populações árabes expressaram pontos de vista um tanto mistos sobre as operações de ataques aéreos realizados pelos EUA, outras nações ocidentais e uma série de países árabes contra alvos terroristas na Síria.

A maioria dos entrevistados - cerca de 73% - expressa uma visão negativa sobre a política externa dos EUA em relação à região árabe, enquanto apenas 20% a considera positiva.

Milhões de refugiados sírios que estão em campos espalhados pelo mundo estão esperando para trilhar o seu caminho em direção a países ocidentais, criando debates e divergências entre os países europeus, sobre o número de pessoas que podem bem acolhidas e como elas devem ser tratadas.

A chanceler alemã, Angela Merkel prometeu acolher cerca de 800 mil refugiados da Síria e outros países do Oriente Médio que fogem do terrorismo e da guerra civil, mas pelo menos um grupo judaico manifestou preocupações de que alguns dos refugiados pode estimular o anti-semitismo no país.

Líderes do Conselho Central dos Judeus na Alemanha advertiram em outubro que muitos refugiados "vêm de países em que Israel é visto como um inimigo" e que "esses preconceitos são muitas vezes projetados sobre os judeus em geral".

Merkel, que lidera o partido da União Democrata Cristã, prometeu que o país vai lutar contra o anti-semitismo "resolutamente".

Algumas das principais igrejas cristãs, como a Igreja da Inglaterra (CofE), já declarou seu apoio para que o governo inglês receba mais refugiados.

Bispos da CofE enviaram uma carta ao primeiro-ministro britânico, David Cameron em setembro, alegando que o número de refugiados acolhidos irá aumentar de 20.000 para 50.000 em cinco anos.

"Pelo que vemos nas congregações em todo o Reino Unido, estamos confiantes de que o país está pronto e disposto a apoiar o governo para ser ainda mais ambicioso, uma vez que responde a esta crise histórica", diz a carta.

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