Palestinos que venderem casas aos judeus podem ser punidos por “traição a Alá"

Caso a nova regra seja descumprida, os muçulmanos árabes perderão o direito de serem enterrados em um cemitério islâmico, e seus filhos não poderão se casar com palestinos locais nem convidá-los para a cerimônia.

fonte: Guiame, com informações de Breaking Israel News

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2016 as 4:17

Homem palestino passando em frente a área de assentamento judaico, em Jerusalém. (Foto: Yossi Zamir/EPA)
Homem palestino passando em frente a área de assentamento judaico, em Jerusalém. (Foto: Yossi Zamir/EPA)

Muçulmanos palestinos que venderem suas propriedades aos judeus, em Jerusalém, serão incriminados por traição à Alá, segundo campanha anunciada por ativistas e apoiada pela Autoridade Palestina e líderes do Hamas.

Caso a nova regra seja descumprida, os muçulmanos árabes perderão o direito de serem enterrados em um cemitério islâmico, e seus filhos não poderão se casar com palestinos locais nem convidá-los para a cerimônia, segundo o site Breaking Israel News.

A campanha surge como uma manobra para frustrar os esforços israelenses em "judaizar" Jerusalém. Também faz parte da crença de que a cidade é muçulmana, e nenhum islâmico tem o direito de desistir entregando-a para um não-muçulmano (sejam judeus ou cristãos).

Ainda que os ativistas não tenham alertado abertamente sobre as execuções de palestinos como forma de punição, experiências passadas mostram a possibilidade de "suspeitos" serem mortos pelo seu próprio povo.

Entre 1996 e 1998, pelo menos oito palestinos suspeitos de vender suas propriedades aos judeus, ou de servir como intermediários nas operações, foram sequestrados e mortos por militantes palestinos.

Em 2009, um tribunal da Autoridade Palestina na cidade de Hebrom, condenou à morte Anwar Breghit, de 59 anos, pela venda de terras aos israelenses. Em 2014, o presidente da instituição, Mahmoud Abbas, emitiu uma ordem que alterou as seções do código penal e aumentou as punições para a venda de terras a "países hostis" e seus cidadãos.

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