Partido político da Palestina se orgulha de ter matado 11 mil judeus

O partido palestino 'Fatah' se diz "moderado", porém as declarações de seus militantes e até mesmo publicações de suas mídias sociais contrariam esta afirmação.

fonte: Guiame, com informações do New York Times

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2016 as 10

Homens armados do Fatah. (Foto: Times of Israel)
Homens armados do Fatah. (Foto: Times of Israel)

Para tentar manter sua popularidade entre os palestinos antes da corrida eleitoral, o partido do presidente Mahmoud Abbas listou como uma de suas principais realizações "a morte de 11.000 israelenses".

O partido 'Fatah' fez a afirmação incendiária na última terça-feira (23), em uma postagem escrita em árabe numa de suas páginas oficiais do Facebook.

"Para os argumentativos... Ignorantes... E para aqueles que não conhecem a história", começa o post no Facebook, "o movimento Fatah matou 11.000 israelenses".

O 'Fatah' também alegou ter "170.000 mártires" e centenas de seus seguidores, que estavam em "cadeias de ocupação de Israel". No início do mês, o post havia sido compartilhado mais de 30 vezes e teve mais de 163 curtidas. Atualmente o link não está mais disponível, mas as informações foram confirmadas pelo New York Times.

O post recebeu mais atenção depois de ser traduzido para o inglês pela 'Palestinian Media Watch'  uma organização que monitora grupos anti-Israel e declarações anti-semitas na mídia árabe. O site observou que já era a segunda vez que o 'Fatah' tinha feito uma declaração que expõe tão claramente seu ódio por Israel. A primeira foi em agosto de 2014.

Há muito tempo, israelenses e palestinos trocam acusações de incitação à violência. Mas aos olhos de Israel, os líderes palestinos  começando por Yasser Arafat, o pai do nacionalismo palestino que ajudou a fundar o Fatah em 1959  tinham o hábito de mudar o tom de seus discursos, quando os "traduziam" do árabe para inglês.

No início de 2000, no auge do segundo levante palestino, Arafat liderou multidões na cidade de Ramallah, Cisjordânia, em um canto que dizia: "Para Jerusalém, vamos, mártires aos milhões!". 

Abbas, que sucedeu Arafat, tem repetidamente dito que apoia a resistência 'não violenta' contra a ocupação israelense. Mas o Fatah, historicamente, defendeu a resistência armada como um princípio central de sua doutrina para a libertação do povo palestino.

"O Partido do presidente Abbas se vangloria de cometer assassinatos em massa e ainda é chamado de 'moderada' por muitos", disse David Keyes, um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. "Imagine se os líderes palestinos usassem seu tempo louvando a coexistência em vez do terror".

O assessor de assuntos estratégicos de Abbas, Husam Zomlot, questionou se a página do Facebook era oficial, depois disse que era provavelmente o trabalho de alguns "jovens de sangue quente."

Os comentários na página oficial do 'Fatah' no Facebook vieram no contexto das eleições locais e municipais, que devem se realizar em outubro.

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