Pastor é proibido de ministrar alunos após reclamação de ateus, nos EUA

O pastor se encontrava com as crianças para conversas e ministrações durante o horário de almoço. Após queixa dos ateus, o líder religioso foi impedido de entrar na escola.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Segunda-feira, 29 Agosto de 2016 as 1:12

O pastor se reunia com as crianças durante o horário de almoço. (Foto: Triangle Day School)
O pastor se reunia com as crianças durante o horário de almoço. (Foto: Triangle Day School)

Os alunos de uma escola em Illinois, nos Estados Unidos, foram privados de sua liberdade religiosa depois que um pastor foi impedido de encontrá-los durante o horário de almoço. O impedimento surgiu depois que a fundação ateísta Livre de Religião (FFRF, na sigla em inglês) apresentou uma queixa ao conselho escolar.

Michael Gauch, superintendente do colégio Harrisburg Middle School, recebeu uma carta da FFRF onde os ateus se queixavam dos encontros entre um pastor batista e os estudantes durante o almoço.

Embora os encontros ocasionais entre o ministro e as crianças fossem autorizados pelos pais e responsáveis, a organização alega que as atividades violam a Constituição dos EUA.

"É impróprio e inconstitucional que a escola abra as portas para que líderes religiosos promovam o proselitismo aos estudantes, dentro de sua propriedade”, disse o grupo ateísta na carta direcionada ao superintendente escolar.

Em sua primeira resposta, Gauch explicou ao FFRF que era novo na escola e não tinha conhecimento das práticas antes de assumir seu cargo. Ele ainda ressaltou que o assunto seria decidido pelo Conselho de Educação.

"O Conselho de Educação, e não eu, tomará medidas para interromper a prática descrita na carta", disse ele.

Os ateus enviaram outra carta à Gauch, exigindo uma decisão. Em sua resposta, o superintendente confirmou o pedido dos ateus: "A administração escolar informou o pastor que ele deixaria de ser autorizado a entrar na escola para se reunir com os estudantes durante o almoço ou qualquer outro momento".

Nos Estados Unidos, a FFRF tem insistido em reunir forças para combater as expressões religiosas dentro das escolas e outros locais públicos. Um caso parecido aconteceu em uma escola de Mississippi (EUA), quando um culto de oração de “volta às aulas” foi cancelado após queixa dos ateus.

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