Pastor organiza protesto contra intolerância religiosa e une diferentes religiões no Rio

"Repudiamos qualquer ato de intolerância, anunciamos um Senhor que é paz e amor", afirmou o pastor João de Melo, da Primeira Igreja Batista em Vila da Penha.

fonte: Guiame, com informações de O Dia

Atualizado: Segunda-feira, 22 Junho de 2015 as 3:02

No último dia 14, Kailane Campos, de 11 anos, levou uma pedrada na cabeça por estar vestida com roupas do Candomblé. (Carlos Moraes/O Dia)
No último dia 14, Kailane Campos, de 11 anos, levou uma pedrada na cabeça por estar vestida com roupas do Candomblé. (Carlos Moraes/O Dia)

 

Cerca de 500 pessoas se reuniram na manhã deste domingo (21) na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, para protestar contra a intolerância religiosa após o apedrejamento da menina candomblecista Kailane Campos, de 11 anos. A passeata foi organizada pelo pastor João de Melo, da Primeira Igreja Batista em Vila da Penha, bairro onde aconteceu o incidente.

Tanto a família de Kailane quanto o pastor que organizou a passeata disseram estar surpresos com a adesão ao ato, que reuniu pessoas de diversas religiões.

"Não esperávamos tantas pessoas unidas nesse ato. É importante que juntemos todos os segmentos religiosos. Mostramos que somos todos irmãos independente de religião", declarou a avó da menina, Kátia Coelho Marinho Eduardo, de 53 anos, conhecida na religião como Vó Kathi.

"Repudiamos qualquer ato de intolerância, anunciamos um Senhor que é paz e amor", afirmou o pastor Melo. "Não poderíamos nos calar diante desse fato porque Cristo não se calaria."

O pastor havia recebido, na última semana, a visita de Kailane na igreja. Na ocasião, ele prometeu comover a comunidade evangélica pela luta contra a intolerância religiosa, interrompendo até o culto durante o protesto. “Domingo, Jesus não estará na igreja, mas sim no evento contra intolerância na Penha”, afirmou Melo.

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