Pescador perdido no mar passou 438 dias em oração antes de ser resgatado

Perdido no mar por mais de um ano, o pescador mexicano usou seus dias de naufrágio para buscar a Deus e ao Seu perdão.

fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 12 Novembro de 2015 as 11:38

Depois de mais de um ano sozinho no mar, Alvarenga finalmente viu um vislumbre de terra. (Foto: Reprodução/ Mashable)
Depois de mais de um ano sozinho no mar, Alvarenga finalmente viu um vislumbre de terra. (Foto: Reprodução/ Mashable)

Perdido no mar por mais de um ano, um pescador usou seus dias de naufrágio para buscar a Deus e ao Seu perdão. José Salvador Alvarenga, de 36 anos e seu colega falecido, Ezequiel Córdoba, de 22, partiram para uma expedição de pesca ao longo da costa do México no dia 17 de novembro de 2012. 

O que Alvarenga não sabia era que sua viagem o levaria a uma jornada de mais de 10.700 km pelo Oceano Pacífico, que foi concluída nas Ilhas Marshall. 

Em entrevista ao jornal The Guardian, Alvarenga relata que dois dias depois de embarcar, enfrentou a primeira tempestade, deixando seu barco cheio de água, a ponto de afundar. Seu companheiro, Córdoba, trabalhou esforçadamente para despejar a água para fora, enquanto Alvarenga navegava em direção à Costa.

Chegando próximo a Costa, o motor do barco morreu. Então Alvarenga fez um urgente pedido de socorro pelo rádio. Enquanto os dois homens esperavam pela ajuda, eles foram forçados a despejar para fora centenas de peixes, gelo e gasolina, já que o barco estava muito pesado. 

A essa altura, o rádio do barco parou de funcionar e os homens perderam totalmente o contato com a equipe de resgate. A tempestade continuou até o dia seguinte e os homens passaram horas despejando água para fora do barco, enquanto ele continuava transbordando. Alvarenga ficou irritado e lançou o rádio ao mar como forma de aliviar sua frustração.

Durante a noite, os ventos fortes levaram o barco ainda mais longe, deixando os homens sem a menor ideia sobre sua localização.

Enquanto os dias se passaram, eles se alimentavam de peixe cru, aves marinhas e tartarugas. A dupla bebia água da chuva e sua própria urina, já que a água do mar não é potável. 

À medida que mais dias iam se passando, os homens conversavam sobre suas vidas. Juntos, eles oraram pedindo a Deus que os perdoassem por não serem os melhores filhos para suas mães.

Perda

Dois meses depois da empreitada no mar, Córdoba adoeceu. Em uma manhã, ele disse a Alvarenga que sentia que sua morte estava chegando.

Depois que Cordoba faleceu, Alvarenga segurou seu cadáver durante cinco dias por medo de estar sozinho. Alvarenga teve, ainda, conversas com o cadáver. No sexto dia, ele jogou o corpo na água. "Por que ele morreu e eu não?", questionava Alvarenga. "Eu tinha convidado ele para pescar. Eu me culpava por sua morte."

Depois de mais de um ano sozinho no mar, Alvarenga finalmente viu um vislumbre de terra. Ainda que ele pensasse que a ilha fosse uma alucinação, suas orações foram atendidas quando ele percebeu que a terra real estava à sua vista.

Ao se aproximar da ilha, Alvarenga pulou para fora do barco e remou. Moradores locais das Ilhas Marshall o resgataram.

Depois de sua experiência, Alvarenga publicou o livro 438 Days: An Extraordinary True Story of Survival at Sea (438 Dias: Uma extraordinária história real de Sobrevivência no Mar, em tradução livre).

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