Polícia identifica terrorista do Estado Islâmico, envolvido em ataque de Istambul

Um dos homens-bomba foi identificado por oficiais como o checheno Osman Vadinov, que migrou de Raqqa - reduto do Estado Islâmico no norte da Síria - para a Turquia no mês passado. O grupo terrorista ainda não reivindicou a autoria do ataque.

fonte: Guiame, com informações do Telegraph

Atualizado: Quinta-feira, 30 Junho de 2016 as 1:44

Um dos homens-bomba foi identificado por oficiais como o checheno Osman Vadinov, que migrou de Raqqa - reduto do Estado Islâmico no norte da Síria - para a Turquia no mês passado.
Um dos homens-bomba foi identificado por oficiais como o checheno Osman Vadinov, que migrou de Raqqa - reduto do Estado Islâmico no norte da Síria - para a Turquia no mês passado.

Três suspeitos jihadistas do bloco do Estado na antiga União Soviética foram identificados como responsáveis pelo ataque ao aeroporto de Istambul, que deixou 43 mortos e 239 feridos.

Um dos homens-bomba foi identificado por oficiais como o checheno Osman Vadinov, que migrou de Raqqa - reduto do Estado Islâmico no norte da Síria - para a Turquia no mês passado.

O trio seria parte de um grupo de sete pessoas, que entraram no país, no dia 25 de maio.

Estima-se que cerca de 2.000 jihadistas tenham saído da Rússia para se juntar ao Estado Islâmico, na Síria e no Iraque. Muitos destes seriam veteranos da guerra da Chechênia separatista. Eles são geralmente vistos como os combatentes mais destemidos do grupo terrorista, endurecidos pela batalha.

Enquanto o Estado Islâmico ainda não assumiu a responsabilidade pelo ataque, Binali Yildirim, primeiro-ministro da Turquia, disse que as provas apontam cada vez mais para o envolvimento do grupo extremista no ataque.

Os investigadores estão realizando testes de DNA em restos mortais dos terroristas que se explodiram, mas caso seja confirmado, este seria o primeiro ataque contra alvos estrangeiros, realizado por combatentes chechenos e jihadistas da Ásia Central em nome do Estado Islâmico.

Yildirim especulou se os suspeitos; um checheno da Rússia, um uzbeque e uma cidadão do Quirguistão, realizaram o ataque suicida triplo em resposta à renovação das relações entre Turquia e Rússia.

O ataque aconteceu horas após os dois países concordarem em reatar os laços, que haviam se tornado sensíveis, desde que Ankara abateu um avião de guerra russo em sua campanha militar na Síria no ano passado.

No entanto, especialistas em terrorismo estavam duvidosos se este seria o motivo e apontaram para repetidas ameaças do Estado Islâmico em alvejar a Turquia e a recente repressão do país contra militantes na fronteira.

A polícia prendeu nesta quinta-feira, 13 pessoas em toda Istambul, sendo três delas estrangeiras. Todos foram detidos por suspeitas de conexão com o ataque, já considerado o mais mortal em uma série de atentados suicidas na Turquia este ano.

"Hoje cedo, a polícia invadiu 16 locais para deter 13 suspeitos do Estado Islâmico, incluindo três estrangeiros", confirmou um oficial.

Os ataques se desenrolaram simultaneamente em bairros populares de Istambul de Konak, Bucak, Karabaglar e Bornova.

A polícia diz que eles encontraram três espingardas de caça e documentos relativos ao grupo Estado Islâmico.

Os suspeitos estavam em contacto com militantes Isil na Síria e estavam envolvidos em "atividades que estavam em conformidade com os objectivos e interesses da organização", incluindo o fornecimento de meios financeiros, de recrutas e apoio logístico.

A Turquia tem reprimido células adormecidas do Estado Islâmico, após uma série de ataques mortais atribuídos ao grupo.

Na última quarta-feira, o Estado Islâmico lançou um infográfico para celebrar o segundo aniversário de seu califado autoproclamado, no qual afirmou tem "unidades secretas" na Turquia e outros países.

O grupo terrorista, no entanto, raramente reivindica ataques na Turquia. Uma possível razão seria uma certa relutância em ser visto como um grupo que mata outros muçulmanos, disse Anthony Skinner, diretor do grupo de analista Verisk Maplecroft.

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