Professora é encontrada morta e acorrentada à cama após dar estudo bíblico, em SP

Simone Moura Facini Lopes foi encontrada morta, acorrentada a uma cama dentro da casa onde moravam dois lavradores, na zona rural de São José do Rio Preto (SP).

fonte: Guiame, com informações do G1

Atualizado: Quarta-feira, 15 Março de 2017 as 8:52

Simone Moura Lopes tinha 31 anos e foi assassinada em São Paulo. (Foto: Facebook)
Simone Moura Lopes tinha 31 anos e foi assassinada em São Paulo. (Foto: Facebook)

No último domingo (12), uma mulher de 31 anos foi encontrada morta, seminua e acorrentada a uma cama, dentro de uma casa na zona rural de São José do Rio Preto (SP).

Segundo a polícia, Simone Moura Facini Lopes foi encontrada já morta por um dos lavradores que vivia na casa. O homem contou que mora com outro senhor, de 64 anos, que está desaparecido e é o principal suspeito do crime.

O lavrador que encontrou a vítima chamou a polícia, que realizou uma perícia no local do crime. Segundo as investigações, Simone tinha contato com este homem de 64 anos e frequentava o local para ensiná-lo a ler e escrever, além de compartilhar conhecimentos sobre a Bíblia.

Uma marreta com vestígios de sangue também foi encontrada e apreendida pela polícia, que acredita que a ferramenta tenha sido usada no crime. A vítima foi encontrada com graves ferimentos na cabeça.

O caso ainda está em investigação.


Comoção
No enterro de Simone, que ocorreu na última terça-feira (15), no cemitério São João Batista, em São José do Rio Preto (SP), a comoção acabou se misturando também aos sentimentos de indignação e inconformismo. Pastores da Igreja Adventista (a qual ela frequentava), estiveram no velório e prestaram homenagens à vítima.

Em nota oficial, a igreja reconheceu o empenho de Simone em ajudar os necessitados.

"A comunidade da Igreja está profundamente abalada com a morte da jovem Simone M. F. Lopes. Apesar de a Igreja local não manter oficialmente qualquer programa ou ministério de alfabetização de adultos, reconhece o bem praticado em todas as suas formas em favor dos menos favorecidos. Vê bondade no empenho de Simone em, voluntária e individualmente, auxiliar alguém na sua alfabetização", disse parte da nota.

"A comunidade da Igreja e sua liderança estão prestando apoio emocional e espiritual à família enlutada. A Igreja colaborará com as autoridades naquilo que lhe for solicitado", acrescentou.

Casa onde Simone foi encontrada morta, na zona rural de São José do Rio Preto (SP). (Foto: G1)

Segundo uma tia de Simone, a família ainda está abalada com o crime e a brutalidade com que ele foi cometido.

"Com o coração quebrado, a gente nem sabe como está respirando. É muita tristeza. Quando alguém está doente a gente até espera algum desfecho ruim e prepara o coração, mas em um caso como este o que nos choca são as circunstâncias do fato, o que torna a situação milesimamente mais dolorida", disse ela.

A coordenadora do projeto social no qual Simone servia como voluntária, Amanda Caseroti Floresta disse que a professora sempre foi dedicada e prestativa.

"Ela sempre se propôs a fazer atividades que nem eram próprias da função. Ela sempre ajudou em muita coisa, sempre por iniciativa própria. Era uma pessoa muito boa e amorosa, sorridente e fazendo o seu melhor. Ficamos muito chocados e ainda é difícil acreditar o que aconteceu", contou.

Simone era casada há 13 anos e tinha uma filho de 12 anos de idade.

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