Revista espanhola ilustra soldados de Israel agredindo Jesus e urinando sobre palestinos

Tendo aspectos muito semelhantes ao semanário francês Charlie Hebdo, as ilustrações da revista “El Jueves” tem feito alegações contra Israel de forma chula.

fonte: Guiame, com informações de The Jerusalem Post

Atualizado: Sexta-feira, 12 Fevereiro de 2016 as 2:52

Com sede em Barcelona, capital da Espanha, “El Jueves” tem criticado fortemente o Estado judeu. (Foto: El Jueves)
Com sede em Barcelona, capital da Espanha, “El Jueves” tem criticado fortemente o Estado judeu. (Foto: El Jueves)

Uma revista satírica espanhola retratou, em uma ilustração, soldados israelenses urinando sobre os palestinos e agredindo Jesus fisicamente em sua última edição.

Com sede em Barcelona, capital da Espanha, “El Jueves” tem criticado fortemente o Estado judeu. Tendo aspectos muito semelhantes ao semanário francês Charlie Hebdo, as ilustrações de Julio Serrano tem feito alegações contra Israel de forma chula.

"Isso é absolutamente afrontoso. Obviamente, vamos à procura de soluções legais”, disse David Hatchwell, chefe da comunidade judaica de Madrid, ao jornal israelense The Jerusalem Post na quinta-feira (11).

"Esta [ilustração] poderia ter sido feita pelo semanário nazista ‘Der Stürmer’ e ninguém notaria a diferença", acrescentou o líder judaico.

Em uma das ilustrações, um soldado israelense é exibido vestindo um capacete de estilo alemão, enquanto urina em um árabe e diz: "Você não entende, palestino. Meus avós estiveram em um campo de concentração". Encolhido num canto da parede, o árabe responde: “Mas ouça! Que culpa eu tenho?”.

Na publicação, o autor da ilustração escreveu: "O Holocausto foi horrível e resultou na criação do Estado de Israel, para que os judeus pudessem viver em paz. Mas isso não lhes dá o direito de atormentar os povos não-judeus que vivem lá.”

“Israel é como uma criança que assistiu a terrível cena de seu pai batendo em sua mãe e agora, sendo adulta, bate na mulher. Pela lei israelense, os judeus têm um tratamento preferencial em matéria de educação, saúde, moradia e trabalho, e se você não é judeu no Estado de Israel, você está f ***** ", alegou Serrano.

Hatchwell rebateu às acusações do ilustrador: "Essas são mentiras, totalmente não-factuais, apresentadas de uma forma tão convincente que fará com que as pessoas que não sabem nada sobre o conflito pensem que os israelenses são opressores nazistas”.

A comunidade judaica pretende recorrer aos tribunais com uma queixa de discursos de ódio. A organização humanista Centro Simon Wiesenthal divulgou um comunicado classificando a publicação como um "clássico anti-semitismo camuflado como crítica”.

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