Terroristas do Estado Islâmico chegam a vender escravas sexuais por 10 cigarros

Garotas jovens, com idades a partir de 7 anos já são sequestradas pelo grupo terrorista para serem vendidas como escravas sexuais. As informações têm sido repassadas pelo ativista Khidher Domle, que está coletando depoimentos de meninas e mulheres que conseguiram fugir dos cativeiros do Estado Islâmico.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2015 as 12:52

O grupo terrorista Estado Islâmico, o que justifica publicamente e se gaba de ter estuprado mulheres que mantém como escravas sexuais, já teria negociado mulheres e jovens meninas até mesmo pelo "preço" de 10 cigarros.

Ativista e diretor de mídia da Universidade de Duhok, Khidher Domle disse à NBC News que algumas mulheres são "vendidas em troca de armas ou até mesmo por apenas 10 dólares ou 10 cigarros".

Tendo entrevistado dezenas de mulheres Yazidis, que escaparam dos cativeiros do Estado Islâmico no Iraque, Domle disse esta coleta de depoimentos ajuda a descobrir mais sobre o uso de escravos sexuais, acrescentando que as mulheres, muitas vezes são vendidos três ou quatro vezes para homens diferentes nos campos de batalha.

O relatório da NBC News revelou ainda que meninas muito jovens, com idade a partir de sete anos também foram seqüestradas por militantes.

De acordo com o Independent, mais de 2.000 mulheres Yazidis são escravizadas pelos militantes.

Em 2014, um panfleto publicado pelo Estado Islâmico declarou admissível a agressão e o estupro, bem como a venda de meninas jovens não-muçulmanos como escravas sexuais. O panfleto acrescentou: "Um homem ou mulher que sejam escravos e tentem fugir, cometem um dos pecados mais graves".

O livro guia afirma que é apropriado que os homens de fé islâmica tenham relações sexuais com as jovens que ainda não atingiram a puberdade "se estas forem adequadas para a relação sexual".

No início deste mês, valas comuns com corpos de 80 mulheres Yazidis foram encontradas por forças curdas na fronteira de Sinjar, Iraque, em Nínive província do país.


Genocídio
Um relatório recente do Museu do Holocausto em Washington DC afirma que o "Estado Islâmico está cometendo genocídio contra o povo Yazidi".

Segundo o jornal 'Washington Post', a crise em Darfur foi a última vez que o Museu do Holocausto havia classificado um evento mundial como genocídio.

O relatório também a perseguição do grupo terrorista contra os cristãos.

"...comunidades assírias cristãs viveram no norte do Iraque, principalmente em Ninewa, desde o surgimento do cristianismo. Algumas são consideradas as mais antigas comunidades cristãs continuamente habitadas. Mas a população cristã diminuiu de quase 1,5 milhão (2003) para menos de 350 mil nos dias atuais".

O Christian Post havia relatado anteriormente os esforços de Nina Shea para levar a administração de Obama a incluir cristãos entre aqueles que sofrem perseguição e estão entre os alvos do genocídio promovido pelo Estado Islâmico nos relatórios da Casa Branca. Os registros acabaram reconhecendo este quadro apenas para os Yazidis e algumas outras minorias étnico-religiosas, mas não para os cristãos. Shea é diretora do Centro do Instituto Hudson para a Liberdade Religiosa e uma antiga defensora dos cristãos perseguidos em todo o mundo.


Estratégia
A promessa que envolve a venda de escravas sexuais é muitas vezes uma tática de recrutamento "atraente", usada pelos líderes diante de novos militantes.

Os Yazidis professam um antigo monoteísmo pré-islâmico e são considerados "hereges" e "adoradores do diabo" por parte do Estado Islâmico.

A brutalidade contra as mulheres Yazidis é tão horrenda que, segundo uma testemunha afirmou anteriormente, centenas de meninas e mulheres cometeram suicídio ao invés de se submeterem à escravidão sexual sob o controle do EI.

Alguns terroristas do Estado Islâmico acreditam que estupro de Yazidis e outras minorias religiosas é como uma oração a Alá e que seu ato de estupro os "leva para mais perto de seu Deus".

O grupo religioso tem suas principais bases no sul da Turquia, Norte do Iraque e partes da Síria. Acredita-se que ainda existam atualmente 500.000 Yazidis na região.

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