“Tive um encontro com Jesus depois de ter tomado 14 caipirinhas”, diz Cicinho sobre alcoolismo

Em uma recente entrevista, o lateral Cicinho conta como a influência de sua esposa e sua fé cristã colaboraram com sua libertação do alcoolismo.

fonte: Guiame, com informações de ESPN Brasil e Globo Esporte

Atualizado: Quarta-feira, 20 Julho de 2016 as 10:42

Cicinho, atual lateral-direito do Sivasspor, na Turquia, tem um histórico de muitas superações. (Foto: Reprodução)
Cicinho, atual lateral-direito do Sivasspor, na Turquia, tem um histórico de muitas superações. (Foto: Reprodução)

O jogador Cicinho, atual lateral-direito do Sivasspor, na Turquia, tem um histórico de muitas superações conquistadas diante de sua fé cristã. Uma delas foi a libertação do alcoolismo, problema que enfrentou entre 2009 e 2010.

A primeira confissão sobre o vício foi feita por Cicinho em 2010, à equipe de psicólogos do São Paulo. “Eu sou um cara que não consigo sentar e tomar um ou dois copos, eu tenho que tomar até eu cair”, revelou na época, segundo entrevista concedida à ESPN Brasil nesta terça-feira (19).

Depois de alguns meses atuando no São Paulo, Cicinho foi contratado pela Roma, a pedido do técnico Luis Enrique. “Chegando lá, eu conheci minha esposa, que é uma pessoa muito temente a Deus e procurou me mostrar o outro lado. Ela me disse: 'se você continuar nessa vida aí, você vai morrer, cara'”.

Em entrevista ao Globo Esporte, o lateral ressaltou o quanto sua fé cristã foi influenciada por sua esposa, Marry de Andrade, brasileira que morava há 11 anos na Itália quando conheceu o jogador. “Ela que me apresentou Jesus. Recebi o convite para ir à igreja. Ela queria mexer com a minha fé”, conta Cicinho.

“Eu tive um encontro desses com Jesus depois de ter tomado 14 caipirinhas e mais de 18 long necks", revelou o jogador à ESPN. “Fui, tive um encontro pessoal com Deus e senti a vida de outra maneira. Foi quando mudei totalmente minha cabeça”, disse ele.


Cicinho ao lado de seu filho e esposa, Marry de Andrade. (Foto: Cleber Akamine)

Durante o problema com alcoolismo, a bebida era uma extensão presente em todos os momentos da vida de Cicinho — até mesmo no estúdio de tatuagens. “Como não suporto dor, eu bebia antes de sair para fazer as tatuagens. E não eram dois copos de cerveja. Eu tomava duas caixas e três doses de tequila para não sentir a dor. No dia seguinte, eu acordava com as costas inchada e me perguntava: ‘o que é isso?’ Eu corria para o espelho e via uma tatuagem nova. Era quase que inconsciente”, disse ele.

Hoje, aos 36 anos, a mentalidade de Cicinho foi transformada até mesmo em relação às tatuagens. “Como eu falo que vivo de princípios, a Bíblia diz que nosso corpo é templo do Espírito Santo. Então para quê você vai mutilar, se Deus nos fez perfeitos?”, questiona.

“Uma coisa que muito me incomoda é tatuagem, eu me arrepende de ter 33 tatuagens no meu corpo. Se fosse hoje, eu não faria, mas eu creio que essa situação aconteceu e hoje eu posso dar testemunho disso, para que os jogadores que estão começando cortem o caminho. Não se iluda. O futebol de te coloca lá em cima, mas também a hora que ele te derruba… Ele pisa em cima”, considera o lateral.

“Se você não tem uma estrutura, um relacionamento com Deus, você vai cair nas armadilhas que a vida proporciona”, conclui Cicinho.

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