"A corrupção é o inimigo número um do Brasil", diz deputado Roberto de Lucena

Falando em nome do Partivo Verde, o deputado federal Roberto de Lucena participou nesta semana da Comissão Geral sobre as 10 Medidas Contra a Corrupção e alertou em seu discurso que "os grilhões da corrupção prendem secularmente os tornozelos da nação".

fonte: Guiame, com informações da Assessoria de Imprensa

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2016 as 6:05

Roberto de Lucena é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, deputado federal pelo PV / SP e integrante da Frente Parlamentar Evangélica. (Foto: Divulgação)
Roberto de Lucena é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, deputado federal pelo PV / SP e integrante da Frente Parlamentar Evangélica. (Foto: Divulgação)

Na última quarta-feira (22), estiveram reunidos no Plenário da Câmara Federal, parlamentares que participaram a Comissão Geral (audiência pública) sobre as 10 Medidas Contra a Corrupção. Entre os que proferiram seus discursos, o deputado Roberto de Lucena (PV - SP) ressaltou os avanços conquistados pela Operação Lava Jato e destacou que "ela pertence à sociedade brasileira".

Membro desde a Legislatura passada da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, o parlamentar é autor do projeto de lei nº 2489/2011, que propõe tornar a prática da corrupção (ativa e passiva), um crime hediondo.

Em seu discurso, Lucena aproveitou para representar o Partido Verde e destacou que o enfrentamento da corrupção tem significado maior desafio da sociedade brasileira.

“A sociedade brasileira sabe o que quer: quer passar o Brasil a limpo. E nós, que somos representantes desse povo, precisamos estar ao seu lado. Precisamos romper com esses grilhões da corrupção que prendem secularmente os tornozelos da nação. A legislação é uma parte do trabalho", destacou.

"No entanto, não é só a lei. A lei enfrenta o ato da corrupção. Temos que enfrentar a cultura da corrupção, que é secular, crônica, sistêmica e sistemática, e que atravessa gerações e está presente nos mais diversos seguimentos da sociedade. Essa cultura precisa ser debelada”.


Comissão Especial
A Comissão Especial para analisar o PL - composta por 30 membros titulares e 30 outros suplentes - foi autorizada no dia 14 de junho pelo presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP - MA). Os integrantes serão indicados por seus líderes partidários e Roberto de Lucena já se prontificou a ser um dos titulares.

“Quero contribuir com a lei que enfrenta o crime da corrupção, apoiando as 10 Medidas. A limpeza do Brasil não deve se restringir ao engano de que o problema da corrupção atinge apenas a classe política. É um problema social, é um câncer social que nós devemos extirpar. A corrupção é o inimigo número um do Brasil! Ela tolhe o direito de todos, em detrimento de alguns. Ela saqueia os recursos do coletivo para garantir benesses a indivíduos. Precisamos de mais instituições saudáveis e instrumentos de controle e de transparência reais, eficazes e ágeis”, destaca Lucena.

Clique no vídeo abaixo para conferir:


As 10 Medidas
O Projeto de Lei a ser discutido pela Comissão Especial reúne as 10 Medidas Contra a Corrupção - projeto já bastante divulgado em todo o Brasil. São elas:

1 – Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação

2 – Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos

3 – Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores

4 – Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal

5 – Celeridade nas ações de improbidade administrativa

6 – Reforma no sistema de prescrição penal

7 – Ajustes nas nulidades penais

8 – Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do “caixa dois”

9 – Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado

10 – Recuperação do lucro derivado do crime.

As 10 Medidas foram propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), contando com a adesão dos Ministérios Públicos (MPs) de todos os estados do país, que recolheram mais de duas milhões de assinaturas para serem apresentadas junto à proposta na Câmara.

 

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