Procurador que acusa Malafaia de 'homofobia' tem histórico de lutas contra o cristianismo

A denúncia foi feita pelo deputado Sóstenes Cavalcante, que acusou o promotor Jefferson Aparecido Dias de promover a "perseguição religiosa" no Brasil.

fonte: Guiame, Por João Neto

Atualizado: Quarta-feira, 3 Agosto de 2016 as 12:40

Na última terça-feira, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) subiu à Tribuna da Câmara dos Deputados para fazer uma denúncia contra o procurador Jefferson Aparecido Dias - que pediu a reabertura do processo contra o pastor Silas Malafaia e o acusa de ter dado "declarações homofóbicas" em 2011.

Em seu discurso, Cavalcante afirmou que é um grande apoiador do trabalho realizado com seriedade pelo Ministério Público, mas apontou o procurador Jefferson Aparecido como um membro que "envergonha" o Ministério Público de São Paulo.

"Esse cidadão, que envergonha com a suas decisões arbitrárias o Ministério Público, vem praticando um dos atos mais vergonhosos da sociedade pós-moderna, que é a perseguição religiosa", alertou.

O deputado evangélico alertou que além do processo movido contra o pastor Silas Malafaia, o procurador tem parte em uma série de outras representações contra o cristianismo e citou alguns desses casos, como exigir que a frase "Deus Seja Louvado" fosse retirada das cédulas de Real e também a retirada de símbolos religiosos de prédios públicos.

"É um direito dele ser ateu, se ele quer. Nós estamos em um Estado Democrático de Direito. Agora usar da caneta do Ministério Público para promover a perseguição religiosa, nem eu, nem uma gama de deputados desta casa aceitaremos", destacou.

O pastor Silas Malafaia também comentou o caso e afirmou que o procurador está a serviço do Movimento LGBT.

"O procurador isola, tira do contexto, isola uma única parte [de um vídeo] e diz que eu estou incentivando a igreja católica bater em gays. Como se por um acaso, a igreja católica mandasse bater em gay".

"Esse procurador está a serviço da causa gay. É um assinte à inteligência. Eu não estou incentivando ninguém a bater em gay e tem mais. Quem determina o que é homofobia é a psiquiatria e não a falácia. Agora figura de linguagem virou homofobia. Onde é que nós vamos parar nesse país?", disse.

Silas Malafaia respondeu à reabertura do processo, criticando o procurador Jefferson Aparecido Dias. (Imagem: Youtube)

Confira abaixo a lista que comprova a peleja de Jefferson Aparecido Dias para a promoção de um Estado Laicista.

02/10/2009: Jefferson Aparecido Dias exige a retirada de imagens religiosas dos prédios públicos federais, em São Paulo

12/11/2012: Procurador exige a retirada da frase "Deus Seja Louvado" das cédulas de Real.

25/07/2013: AGU e Juíza negam pedido de exclusão da frase "Deus Seja Louvado" das cédulas de Real.

31/01/2013: Procurador insiste na retirada de símbolos religiosos de repartições públicas.

12/01/2015: Ministério Público (SP) 'investiga' contratos de igrejas com emissoras de Rádio e Televisão.

2013 (atual): Procurador defende que Conselho Nacional do Ministério Público publique material sobre o "Estado Laico".


Contexto
Ao que tudo indica, na defesa do Estado Laico, o procurador de forma laicista tenta promover um Estado sem manifestações religiosas, um Estado Ateu no qual a liberdade de culto ou até mesmo qualquer referência à Deus são reprimidas, de modo semelhante a países que sofrem as graves consequências de governos socialistas e comunistas (China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã).

Com tal comportamento o procurador poderia, se representado, responder administrativmente por desvio de finalidade ao usar o cargo para promover suas ideias.


*Fontes de pesquisa: Carta Forense, Conjur, Estadão, Carta Capital, Busca Textual 

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