Roberto de Lucena critica ONU por omissão sobre cristãos perseguidos: "Cúmplice desta barbárie"

"100 mil cristãos são eliminados a cada ano. Esse genocídio acontece diante de uma ONU que finge não ter olhos e ouvidos", disse o deputado Roberto de Lucena.

fonte: Guiame

Atualizado: Sábado, 10 Dezembro de 2016 as 3:05

Na última quinta-feira (8), o deputado Roberto de Lucena (PV - SP) aproveitou a oportunidade de discursar no plenário da Câmara para expressar o seu repúdio à omissão da ONU e até mesmo do próprio Congresso Nacional diante da perseguição e o genocídio sofridos por centenas de milhares de cristãos todos os anos em diversas partes do mundo.

Apesar de seu discurso ser tematizado como uma homenagem ao Dia da Bíblia (celebrado no segundo domingo de dezembro), o deputado compreendeu que seria injusto se ele não citasse os 100 mil cristãos que são assassinados todos os anos, porque acreditam na mensagem do Evangelho e a professam publicamente.

"No segundo domingo de dezembro comemora-se no Brasil e em mais de 60 países, o Dia da Bíblia, data que foi celebrada pela primeira vez em 1549 na Grã-Bretanha. A Bíblia Sagrada não contém a Palavra de Deus, ela é a Palavra de Deus. São 66 livros, escritos por 40 autores, em um período aproximado de 1.600 anos. É o livro mais produzido, distribuído e mais lido em todo o mundo", disse Lucena no início de seu discurso.

Criticando a Organização das Nações Unidas por sua passividade diante da intolerência religiosa (já evidente em diversos países), o deputado alertou que tal atitude a faz "cúmplice desta barbárie".

"Não posso deixar de lembrar dos 100 mil cristãos eliminados a cada ano, pelo simples fatos de serem cristãos. Esse genocídio acontece diante de uma ONU que finge não ter olhos e ouvidos, fazendo-se portanto cúmplice desta barbárie e portanto igualmente criminosa", acrescentou.

Lucena alertou de igual modo, a Câmara Federal, destacando que muitos países onde se dá a perseguição religiosa ainda têm relações importantes com o Brasil.

"Tão drástico quando à omissão da ONU é o silêncio deste parlamento e do governo brasileiro, considerando-se que quase a totalidade destes países onde estes crimes acontecem, mantém relações diplomáticas e comerciais com o Brasil", destacou.

Roberto de Lucena é autor de um Projeto de Lei, que atualmente tramita na Comissão de Constituição e Justiça, que autoriza o presidente da República a romper relações diplomáticas e comerciais com países que promovam ou tolerem a perseguição religiosa ou qualquer outra violação dos Direitos Humanos em seus territórios.

A declaração de Roberto de Lucena foi dada um dia antes da data estabelecida pela ONU como o "Dia de Combate ao Genocídio" (09 de dezembro), no qual a organização condena o genocídio praticado contra as "minorias étnicas e religiosas", mas continua evitando em reconhecer que os cristãos sejam alvo deste crime.


Homenagem à Bíblia
Em sua homengem ao Dia da Bíblia, Lucena destacou o relevante trabalho realizado por grandes organizações e nomes que contribuíram com a disseminação desta mensagem de esperança no país.

"Nesta semana do Dia da Bíblia não poderia deixar de homenagear a Sociedade Bíblica do Brasil, fundada em 1948 e que tornou-se uma das mais importantes sociedades bíblicas do mundo", lembrou. "Bem como os Reverendos Enéas Tognini e Russell Shedd, que recentemente nos deixaram e cujas vidas consagradas a Deus e à causa da Bíblia marcaram e marcarão gerações".

 

 

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