Damares: "Temos que usar as armas de Deus para fazer a diferença"

Damares: "Temos que usar as armas de Deus para fazer a diferença"

Atualizado: Quinta-feira, 27 Fevereiro de 2014 as 1

 

Damares: "Temos que usar as estratégias de Deus para fazer a diferença"

O cenário da música evangélica nacional tem mudado consideravelmente nos últimos anos. O que antes parecia programação exclusiva para cristãos protestantes, os shows de cantores / bandas gospel nacionais hoje tem atraído centenas de milhares de pessoas que anos atrás não pensariam em estar em alguma programação deste tipo.
 
Têm sido cada vez mais frequentes os convites feitos por prefeituras municipais a artistas cristãos para que estes se apresentem durante eventos de aniversário da cidade ou em outros grandes eventos. 
 
Em entrevista exlusiva ao Guiame, a cantora e compositora Damares falou sobre o assunto e destacou que há certos perigos nesta prática, mas que também há benefícios que podem ser muito bem aproveitados em favor da proclamação do evangelho.
 
"Isso é um avanço! As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor. É claro que existe sempre o joio no meio do trigo. Penso que isto seja igual a internet, por exemplo: se você usa esta ferramenta para coisas boas, ótimo! Mas se você vai usa-la para coisas ruins, banais, horrendas, fofoca, calúnia, difamação, é péssimo! E isso infelizmente acontece. A gente tem que aproveitar estas oportunidades para fazer a diferença, porque a Bíblia fala que 'nós somos sal da terra e luz do mundo'. Será que estamos sendo isso de fato?", questionou.
 
Damares ainda lembrou que anos atrás, o quadro era bem diferente em relação às oportunidades de cantores evangélicos em shows públicos.
 
"Para estas ocasiões [shows abertos] outrora as portas eram fechadas para o evangelho. Você não via um cantor evangélico se apresentando em eventos como feiras agropecuárias ou comemorações de aniversário das cidades - realizados pelas prefeituras. Mas hoje estamos vendo isso. Nós mesmos recebemos muitos convites lá no nosso escritório, em São Paulo. São muitos convites de prefeituras, nos chamando para eventos. E isso não acontece só comigo, mas também com diversos outros cantores", destacou. 
 
Para a cantora, este fator se configura como uma boa oportunidade de falar de Jesus às pessoas que ainda não O conhecem e por algum motivo teriam resistência quanto a ir para a igreja.
 
"Se você pega uma oportunidade dessa, de cantar em um evento aberto, falando para milhares de pessoas, pode considerar isso como uma arma para lutar por salvação de almas. É fundamental que a gente faça este arrastão nestes lugares, pois ali tem gente de todo tipo que se possa imaginar. Às vezes muitas pessoas que não querem ir à igreja por alguma resistência que tenha quanto a isso - seja por vergonha ou porque acha que não vai ser bem recebido por sua roupa diferente - olham para a divulgação de um show aberto e acabam indo pela curiosidade ou porque algum amigo o convida. Eu conto isso com conhecimento de causa. Muita gente vem falar sobre isso comigo no camarim", contou. 
 
Compartilhando mais sobre sua experiência nestes eventos, Damares contou que já viu grande quantidade de pessoas se convertendo na mesma ocasião o que poderia ser mais limitado dentro do templo.
 
"Isso é muito bom, porque quando a gente faz estes eventos em locais abertos, públicos, aproveita a oportunidade de ministrar aos corações das pessoas. A gente faz aquele corredor no meio do povo e faz o apelo também, para que as pessoas se convertam. Eu já vi pessoas que vieram correndo, literalmente para perto do palco, para que orássemos por elas. Pessoas que choravam muito e tomavam a decisão por Jesus. Jovens, adolescentes, adultos, famílias inteiras se convertendo. Já cheguei a ver 200 pessoas se convertendo no mesmo evento. Nem sempre conseguimos isto dentro da igreja", disse.
 
Apesar de caracterizar estes grandes eventos como uma bela oportunidade de proclamar o evangelho, Damares destacou a importância da igreja na vida espiritual do artista cristão.
 
"A gente também precisa do apoio da Igreja. A minha igreja faz parte da minha base cristã. Foi lá que eu nasci. Eu sempre falo para a Marta que é minha irmã e minha secretária: 'Marque os shows, mas não se esqueça das igrejas. Marque também os congressos de oração, congressos de mocidade'. Mas na igreja às vezes este tipo de trabalho fica restrito [em números de pessoas], mas em locais abertos, públicos, a gente consegue alcançar pessoas que outrora não seriam alcançadas. Eu creio que isto seja uma estratégia de Deus. Mas a gente tem que saber usar as armas que Deus colocou nas nossas mãos para fazer a diferença", finalizou. 
 
Por João Neto - www.guiame.com.br

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