DJ PV sobre as batidas eletrônicas: "Tem muita vida de Deus nas músicas"

"Em todos os eventos, eu ministro uma palavra. Até pela bagagem que tenho em missões, nunca perco a oportunidade de deixar uma mensagem", comenta o DJ

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 11 Abril de 2014 as 3:05

DJ PVO som da liberdade ganhou o Brasil desde 2012, quando o CD de DJ PV foi lançado pela Sony Music Gospel.

Com um estilo não muito encontrado no gospel, música eletrônica, o CD ‘Som da Liberdade’ traz remix de músicas já conhecidas e parcerias com Thalles e Dominic Balli, entre outros.

PV tem 23 anos, mas nasceu em um lar cristão e já viveu importantes experiências ministeriais que fizeram dele não só um DJ, mas um ministro do Senhor.

Em entrevista ao GUIAME, direto da Gospel Fair, em Goiânia, ele conta como começou, fala do chamado que tem e deixa sua mensagem. Confira:

GUIAME: Sua música é o estilo que a galera jovem gosta. Como foi a aceitação do seu primeiro CD, não só pelos jovens, mas pelos mais velhos, principalmente líderes de ministérios?

Nasci em lar cristão. Por eu ser DJ, as pessoas às vezes acham que eu toquei no secular, mas não. Com 14 anos eu tive uma experiência com Deus em evangelismo. Recebi um chamado nessa área e comecei a trabalhar com dança, teatro, hip hop. Eu era a pessoa que editava as músicas do meu grupo e aos poucos fui aprimorando essa técnica de produzir.

Acho que o pessoal se identificou muito com a música e ela ultrapassou a barreira dos jovens, muitas pessoas de várias idades curtem o som. Isso também é porque tem muita vida de Deus nas músicas. Eu não sofri preconceito quando lancei esse trabalho. Hoje faço muitos eventos dentro de várias denominações.

GUIAME: Seu CD é uma ferramenta de evangelização, principalmente para jovens que têm certo preconceito com a música evangélica. Já recebeu testemunhos desse tipo?

Muita gente nas redes sociais escreve ‘não sou crente, nem gosto de igreja, mas suas músicas estão mudando isso no meu coração’. Em todos os eventos, eu ministro uma palavra. Até pela bagagem que tenho em missões, nunca perco a oportunidade de deixar uma mensagem. Sempre acontece de alguém me dizer: ‘nunca fui igreja, caí de paraquedas nessa festa, vim atrás de cerveja e mulher’, coisas desse tipo são frequentes. E também já ouvi de muita gente que era bastante religiosa e entendeu o verdadeiro som da liberdade.

GUIAME: Como você escolhe as músicas para remixar e as parcerias?

Primeiro preciso ouvir a música pra ver se tem compatibilidade com música eletrônica. Também preciso saber quem é essa pessoa que está cantando e o que ela está cantando, o que há na letra. A gente fala muito de vida de Deus, amor, liberdade. Tem a ver com a identidade, gosto musical e compatibilidade.

GUIAME: Que mensagem você deixa aos jovens que agora se espelham em você e no seu ministério?

A igreja perde muito tempo em discutir ‘coisinhas’. A igreja tem que ter o pé atrás com tudo, não só com música eletrônica, é com o ministro de louvor que está subindo ao púlpito, com o líder que está levantando para ministrar, entre outras coisas.

A mensagem que eu gosto de deixar é que nós sejamos diferentes. Equilíbrio para fazer a diferença com revolução, atitude e com ousadia, inclusive, nas redes sociais. Falta um pouco de conexão entre as pessoas. A música, a imprensa, os portais, como o Guiame, traz o que é importante e não deixa de falar o que realmente tem que ser falado, acho isso muito legal e o Reino ganha muito com isso.

 

por Juliana Simioni
GUIAME.COM.BR

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