“Enquanto a igreja estiver na terra, a gente vai fazer a diferença", diz Cleyde Jane

Dentre outros assuntos, a cantora falou sobre como os pais devem lidar com a educação de seus filhos tendo em vista escolas que tem inserido em seu conteúdo didático, ideologias que são contra o que a bíblia prega.

fonte: Guiame, Karlos Aires

Atualizado: Quinta-feira, 14 Julho de 2016 as 11:24

O evento que aconteceu no Centro de Eventos do Ceará contou com a presença de vários cantores. (Foto: CanZion Brasil / Felipe Araújo).
O evento que aconteceu no Centro de Eventos do Ceará contou com a presença de vários cantores. (Foto: CanZion Brasil / Felipe Araújo).

Na última semana, Fortaleza foi sede de mais uma edição da Expoevangélica. O evento que aconteceu no Centro de Eventos do Ceará contou com a presença de vários cantores, dente eles a salmista da CanZion, Cleyde Jane.

Em uma entrevista exclusiva para o Portal Guiame, Cleyde falou sobre como os pais devem lidar com a educação de seus filhos em relação às escolas que tem inserido em seu conteúdo didático, ideologias que são contra o que a bíblia prega. Além disso, falou também sobre seu disco, “Nasci pra Vencer” e suas inspirações que ajudaram a construir o projeto. Workshop para igrejas, exposição exacerbada na internet e o evento “Entre Salmistas” também foram pautas dessa entrevista.

“Eu quero ser mãe até o ano que vem, então eu me preocupo muito”, revela Cleyde sobre seu desejo de maternidade e de cuidados que já tem tomado para oferecer uma boa educação. “A gente já pesquisa escolas que tenham um bom ensino bíblico para proteger os meus filhos. Lá no Rio a gente conhece alguns amigos que são pais e nos indicaram escolas de referência. Então a gente procura guardar os nossos filhos e a minha oração é que Deus guarde as crianças do nosso país dessa coisa monstruosa que o diabo tem trazido para trabalhar nas mentes das crianças”, pontua. “Mas, eu creio que enquanto a igreja estiver aqui na terra, a gente vai fazer a diferença”, declarou.

Questionada sobre a possibilidade da escola confessional, Cleyde comenta que infelizmente não é possível “proteger” todas as crianças, mas que a boa educação deve iniciar em casa. “A gente não vai proteger 100% das crianças, mas sempre que você puder instruir seu filho dentro de casa, porque as vezes a gente coloca a responsabilidade só dentro da escola, mas a educação tem que começar dentro de casa. Quando você prepara o seu filho dentro de casa, ele fica mais fácil de conviver na escola, porque nem tudo a gente está sempre olhando. É o Senhor guardando e a nossa instrução como pais e futuros pais”, ressaltou.

Cleyde faz parte do primeiro grupo de cantores do cast brasileiro da CanZion. (Foto: CanZion Brasil / Felipe Araújo).

CanZion Brasil

Cleyde faz parte do primeiro grupo de cantores do cast brasileiro da CanZion. Ela diz que ficou feliz com a entrada da segunda turma de “salmistas”. “Eu fiquei muito feliz com os novos salmistas que entraram. A Leila, o Peter também. Então, Deus tem trazido crescimento para o cast nacional. O cast internacional da CanZion já é muito conhecido por todos e Deus tem trazido um tempo novo para a CanZion com o cast nacional. Eu estou muito feliz com toda essa evolução. Nos tivemos um momento de comunhão lá na CanZion e foi muito bom. Agora a gente vai se unir mais para fazer algumas parcerias e vai ser ótimo”, informou.

“O Entre Salmistas foi um evento muito especial. Nós pudemos dividir as nossas experiências e cada um foi contando um pouco da sua história e a gente foi se emocionando, sentindo a presença de Deus, conhecendo a trajetória de cada um dos salmistas. Foi um momento muito de Deus, porque trouxe aquele momento de reflexão de tudo o que a gente já viveu para chegar até aqui e ainda com aquela esperança de muitos lugares que o Senhor irá nos levar para fazer a obra dEle”, contou.

Resgate de canções tradicionais

Eu seu primeiro disco solo, Cleyde regravou uma antiga canção de Asaph Borba: Alto Preço. Ela conta que sentiu no coração esse resgate. “Eu queria uma canção congregacional, porque as gerações passam e canções maravilhosas ficam esquecidas. Então, no meu coração nasceu o desejo de resgatar uma canção. Realmente, quando eu canto ela em alguns lugares, algumas pessoas não reconhecem ainda. Às vezes eu fico até abismada das pessoas não conhecerem. Mas, eu glorifico a Deus por ter trazido de novo essa canção do queridíssimo Asaph Borba que é lindíssima e eu gosto muito de cantar canções antigas que mexeram com a minha história e que passaram pela minha adolescência”, disse.

Redes Sociais

Cleyde conta que se preocupa com a questão de sua exposição nas redes sociais e afirma que se viciar nelas pode ocupar o tempo de buscar a Deus. “Eu tenho muito cuidado com as coisas que eu posto, porque nós somos referência. Tudo o que nós postamos, levamos uma mensagem para alguém. E de acordo com a forma que você escreve, isso pode ter uma visão totalmente controversa. Então, a gente tem que pensar sempre em levar uma mensagem de Deus”, pontuou.

“Eu sou um pouco contra sobre muita exposição na mídia, mas eu entendo alguns. A gente acaba ficando um pouquinho viciado de tanto postar, mas eu me controlo um pouco porque se não você tira o tempo de você orar, de você buscar. Você tem que ter uma pausa para buscar o Senhor e assim levar azeite para as pessoas, se não a gente fica só nas redes sociais”, comenta.

Cleyde conta que se preocupa com a questão de sua exposição nas redes sociais. (Foto: CanZion Brasil / Felipe Araújo).

Workshop para as igrejas

Antes de chegar em Fortaleza, Cleyde estava em Recife para ministrar um workshop sobre canto. Ela afirma que a igreja precisa sempre se aperfeiçoar. “Pra mim foi muito bacana fazer esse trabalho de workshop para backvocal, porque eu acho que a cada dia mais a gente tem que aperfeiçoar para a igreja. Antigamente, as pessoas achavam que: 'Ah, é pra Deus, tá bom'. Mas, a gente tem visto que graças a Deus as igrejas têm aberto sua mente, e quanto a isso minha igreja tem pegado no pé dos levitas (risos), que a gente tem que se aperfeiçoar a cada dia mais para oferecer para o Senhor o melhor”, diz.

“Então, foi uma oportunidade muito grande, ali. Tinham vários ministros de louvor, tinham pessoas de conjuntos que quiseram participar para melhorar. Eu acredito que as pessoas devem estar abertas para isso. Procurar backvocais que estão no mercado e pode me chamar que eu vou (risos). Mas outros que também trabalham na área para dividir um pouco dessas experiências como é o ambiente tanto no estúdio como também dentro da igreja” pontuou.

Influência pentecostal

“Eu sou assembleiana desde meu nascimento. Mas, o pop vem me acompanhando, um pouco do rock do Fernandinho também. A minha referência base é da Assembleia e eu agradeço a Deus que a música pentecostal tem evoluído muito e ela tem se misturado muito com o pop e o próprio rock. A minha onda é mais pop rock pentecostal”, ressaltou.

“Escuto muita música internacional por causa do back vocal. Sempre fui muito apaixonada pelo Kirk (Franklin) e aquele coral maravilhoso. Então, tem muita coisa minha que vem de lá. As minhas composições tem uma tendência mais pro internacional, porque eu escuto muito as músicas de lá, mas tento adaptar porque a gente tem que valorizar a nossa essência, o nosso penteca (risos). Então, eu tento misturar algumas coisas, estou sempre ouvindo e estudando para trazer algo muito bom para os cristãos ouvirem, admirarem e apreciarem nas suas casas”, finalizou.

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