"Eu conheci Jesus e esse é o maior sucesso da minha vida", diz Marcos Nunes em entrevista

O cantor compartilha seu testemunho da vida nas baladas e da experiência que teve com Deus

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Terça-feira, 25 Novembro de 2014 as 4:34

Marcos NunesNascido em Irecê, na Bahia, Marcos Nunes deu início à carreira musical no Rio de Janeiro e agora mora em Goiânia. Nascido em família cristã e filho de pastor, o cantor é o novo nome da Som Livre na música gospel sertaneja.

Marcos Nunes já tem um DVD e cinco CDs lançados, sendo que o trabalho mais recente é o CD ‘Na Moral’, pela Som Livre.

Em entrevista ao GUIAME, Marcos Nunes fala do ministério, do gênero sertanejo e da experiência que teve com Deus e o fez voltar da música secular à música gospel. Confira:

GUIAME: Você é o novo nome da Som Livre no sertanejo gospel. Enfrentou alguma barreira quanto ao gênero musical?

MN: O estilo denomina-se sertanejo porque eu tenho essa veia sertaneja, mas é bem misturado. Eu não definiria só um estilo, mas o mais forte é o sertanejo. Esse chamado sertanejo universitário permite muita diversidade de ritmos. Sou um artista sertanejo, mas não enfrentei nenhum preconceito. As igrejas hoje têm muito mais a onda do rock, principalmente o rock britânico, mas a maioria já abriu as portas para o sertanejo, que também se tornou uma alternativa para festas e eventos extra-culto.

GUIAME: Quando e como foi o início da sua carreira e ministério na música?

O início sempre é muito difícil. As pessoas costumam reclamar das dificuldades do início, mas é uma dificuldade necessária, sem ela não existe formação, como em qualquer curso, por exemplo. Comecei como instrumentista e aos 20 anos comecei com essa história de cantar. Até então eu era contra-baixista e queria ser músico acompanhante. Minha primeira música eu fiz aos 17 anos e meu primeiro CD foi feito só com músicas autorais. O lado compositor surgiu antes que o lado cantor.

GUIAME: E como é seu processo de composição? O que inspira Marcos Nunes?

MN: Eu sou meio diferente. Minha forma de compor é bem espontânea e eu costumo ter mais inspiração em momentos caóticos. Já aconteceu de eu ir até uma fazenda ou praia para compor e não sair nada e, do nada, na correria em aeroporto, rodoviária, quarto bagunçado surgir uma música bacana. Eu não componho música para evangélicos. Não tenho isso de restringir o dom que Deus me deu apenas a um público. Evito usar o evangeliquês já para não causar constrangimento.

GUIAME: De que fala sua música atual de trabalho (‘Não Posso Parar’) e como foi a gravação do clipe?

MN: É uma música do cotidiano em que qualquer pessoa, evangélica ou não, pode se identificar. Deus não fez ninguém para ficar parado, Ele nos fez para irmos à luta mesmo.

O clipe foi gravado na Igreja Lagoinha de Niteroi. Estive lá a convite do pastor Felippe e da Mariana Valadão para participar de uma festa country e lá combinamos de fazer umas imagens porque o Vlad (cinegrafista) estava lá a pedido da Som Livre.

GUIAME: Você tocou também na música secular. Como foi a transição do gospel para o secular?

MN: Fui para o secular porque estava no Rio de Janeiro passando necessidade. Comecei a andar com a galera de algumas bandas e tocava com eles em algumas das boates mais badaladas da cidade. No auge de tudo isso eu abandonei tudo para lançar meu primeiro disco gospel.

GUIAME: Nesse tempo que ficou na música secular, que experiências teve e como foi a volta à igreja e à música gospel?

MN: Fui muito atraído pelo movimento que eu via no estúdio em que trabalhava, pelos convites e pelo glamour. Conheci uma galera no estúdio e comecei a tocar com eles nas boates. Também montei uma banda secular que viajava fazendo baladas nas cidades. Quando eu entrei falava: ‘Não vou me envolver, sou crente, só estou trabalhando’, mas quando ia tocar na balada eu ganhava um cartão com uma grana de consumação e passei a tomar cerveja, outras bebidas, drogas, comecei a participar de orgias, coisas pesadas que a balada oferece. Começou de uma forma tão sutil e eu já estava mergulhado. Comecei a ver artistas globais caídos bêbados e drogados nas festas, em cenas explícitas de nudez e percebi que tudo ali era uma perdição terrível.

Até que eu estava doidão em uma balada no Sul do país, no final de uma temporada de verão, e tive uma experiência com Deus na beira da praia e decidi voltar. Passei uma dificuldade financeira grande e um empresário resolveu bancar meu CD, que foi o que me impulsionou para chegar aqui.

A vida da balada é glamorosa e divertida, eu seria otário em falar que não. Tem uma galera divertida e gente boa, mas é muito sutil. Você acha que não está e quando se dá conta vê que está até o pescoço.

GUIAME: Diante de tudo isso, você imaginava que seu ministério cresceria tanto?

MN: Eu sabia que um dia isso ia acontecer, desde que eu estava no interior da Bahia. Tudo o que vivo hoje eu já vivi no abstrato dos sonhos. Eu sonhava chegar em São Paulo e hoje sou assessorado por uma gravadora multinacional que tem investido em mim. Não estranho nada disso. Eu conheci Jesus e vivo o caminho do evangelho, e esse é o maior sucesso da minha vida.

 

por Juliana Simioni
GUIAME.COM.BR

 

veja também