"Meu negócio era jogar futebol, mas os planos mudaram", conta DJ PV em entrevista

O jovem cristão falou sobre como ele se sente tocando para tantas pessoas, além do seu novo projeto, o CD e DVD Som da Liberdade 2.0.

fonte: Guiame, João Neto

Atualizado: Sexta-feira, 5 Fevereiro de 2016 as 2:26

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O DJ PV esteve em Fortaleza na última quinta-feira, 4, divulgando seu trabalho na cidade. Em entrevista para o Portal Guiame, o jovem cristão falou sobre como ele se sente tocando para tantas pessoas, além do seu novo projeto, o CD e DVD Som da Liberdade 2.0, como os jovens podem fazer a obra de Deus em suas igrejas e sobre suas habilidades com composição e produção.

Portal Guiame: O que te bateu quando você viu que ia tocar para cerca de 50 mil jovens? O que bate mais forte? Responsabilidade? Satisfação? Medo? O que te bate mais forte?

DJ PV: Tem uma coisa que bate mais forte que é a tranquilidade. Ela tem que bater mais forte. Então, eu tento projetar a minha tranquilidade pra amenizar todos esses expoentes e pra guardar meu coração também. Graças a Deus as coisas não aconteceram da noite pro dia, elas foram acontecendo aos poucos. Então, isso me ajudou a digerir cada processo e assimilar cada etapa.

É uma das maiores conferencias de jovens do Brasil e até da América Latina e quando você vê no YouTube o vídeo de apresentação, as pessoas ficam muito surpresas com a reação do pessoal, porque é uma conferência de louvor e adoração com palavra. Jamais um DJ tocou num evento desses.

Pra mim teve uma responsabilidade muito grande de não estragar a proposta ali, né? (risos) Mas, eu acredito que meu trabalho, meu ministério também é uma forma de louvar o Senhor Jesus. É um louvor eletrônico, então as pessoas pulam, cantaram, celebraram, assim como em outros momentos também. Então eu fiquei muito feliz, porque é mais uma vitória para o reino e mais uma vitória para a música eletrônica cristã.

Portal Guiame: Sobre o Som da Liberdade 2.0, ele veio em físico e digital. Sempre foi o seu objetivo explorar essas novas plataformas de música ou isso foi surgindo aos poucos?

DJ PV: As plataformas vão surgindo e a gente vai conhecendo elas. Agora tem o Snapchat, né? É uma plataforma também que eu estou me adequando, eu sou um pouco tímido, na forma de me expressar e de me comunicar com as pessoas. Então, naturalmente a gente lança o físico porque é uma tradição no gospel ainda. As pessoas gostam de ter o CD em mãos o DVD, mas a gente não pode deixar de lançar no digital também.

Depois de alguns meses de ter lançado o DVD físico, o Som da Liberdade 2.0, pra quem não sabe é um novo trabalho que nós lançamos com músicas inéditas e vídeos inéditos com participação de Leonardo Gonçalves, Priscila Alcântara, Paulo Cesar Baruk, André e Felipe, Gabriela Rocha. Então são canções nossas, cantadas por esses amigos e o DVD mostra um pouco do show e um documentário que mostra como que surgiu esse trabalho. Este é um trabalho que nasceu no berço da igreja, não vem do mundo, né?

Então, foi preciso lançar na internet porque termina de fechar os alcances. O físico tem um alcance, o digital tem outro alcance. Então, a gente terminou de selar todos os lugares que a gente tinha de lançar esse material e eu acredito que fica bom, todo mundo tem um acesso bacana.

Portal Guiame: Você cresceu na igreja e se descobriu fazendo produções para a sua igreja. O que você diria para um jovem que ainda não sabe o que fazer em sua igreja local?

DJ PV: Eu acho que todos nós temos um talento ou se de repente temos uma forma de se conectar com um grupo. Eu ja havia me conectado antes mesmo de mexer com música, com arte. Eu já havia conectado com Cristo que é o principal que a gente tem que se conectar.

Eu nasci num lar cristão, mas eu tive de ter minha experiência com o Senhor e essa experiência mais forte foi aos 14 anos. Então a primeira coisa foi em me conectar com ele, a própria palavra fala que quando a gente se conecta com Ele, quando você coloca Ele acima de todas as coisas, as demais coisas são acrescentadas.

Daí Deus começou a acrescentar algumas ferramentas onde eu talvez não me identificaria. Eu não mexia com música na época, meu negócio era jogar futebol. Mas os planos mudaram e naturalmente eu fui tentando responder esse chamado e foi aparecendo a música, teatro dança, hiphop.

Então eu diria que a primeira coisa é entender o que está atrapalhando nossa conexão com Deus. Isso tem que ser prioridade. Porque, “ai eu gosto de teatro, então vou mexer com teatro”. “Ai eu gosto de louvor, então vou mexer com louvor”. Mas, pera ai, você vai só mexer com louvor pra você se agradar? O que está agradando o coração de Deus? Isso é fato de verdade, porque não adianta a gente se conectar com alguma coisa e falar que é pra Deus se Deus não vem antes disso. Então, você vai se frustrar. Então vem o desvio e por ai vai.

Então, quando você se conecta com ele, você começa a permitir compreender o erro das pessoas. Então o que eu diria primeiro é identificar isso: o que me atrapalhou de me conectar com Deus. Segundo, é o que você vê como talento, se é nas redes sociais, se é com mídias, teatro, dança, intercessão. Depois desse momento você pode procurar sua liderança e jamais andar sozinho. Eu acredito muito no discipulado.

Portal Guiame: Então, o segredo é ser um bom liderado?

DJ PV: Eu acho que não é ter um líder ou um pastor ou um discipulador, mas ter um coração ensinável, porque se a gente acha que sabe de tudo e pode andar sozinho a gente acaba se perdendo. A gente sabe que existem líderes que não são boas referências, mas enxergar os frutos dessas pessoas, conhecer a trajetória delas vai ser determinante pra você. A amizade vai fluindo a confiança vai fluindo e você vai poder se abrir e ser discipulado.

Então eu acredito que o sucesso depende de você se submeter a Deus e identificar as pessoas que Ele está colocando no seu caminha para cumprir esse propósito.

Portal Guiame: Seu ministério abre alguns braços entre produção musical, composição, músicas, melodias e parcerias com outras pessoas. Como você administra tudo isso?

DJ PV: Antes desse trabalho repercutir dessa forma, eu tinha uma empresa de produção de eventos em Goiânia que nos tínhamos pra sustentar os trabalhos que nós fazíamos na época, com missões. Então, eu pude quebrar a cara e cometer os erros graves nessa época. E quando o trabalho repercutiu eu já tinha uma noção de como gerir meu tempo.

Então, parte do tempo eu passo compondo, escolhendo as letras, sentando com amigos, garimpando as produções. Depois eu começo a fazer uma pré-produção e eu começo a mandar as músicas pra alguns amigos que me dão um feedback de como que tá ficando aquela música.

E depois de mais um tempo a gente passa pra parte de produção, pós produção, mixagem, masterização. E ai vem a divulgação, os grandes amigos da mídia, como o Portal Guiame, que sem vocês não tem como chegar ao público. E tem outras coisas que você vai aprendendo com o tempo, mesmo. E com relação a apresentação dos shows, a excelência do que a gente faz no palco com o robô, com a estrutura de áudio e visual e os efeitos, também a gente vai sentindo na estrada e vai fazendo as adequações.

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