“Minha vida de adoração começa nos meus relacionamentos diários”, diz Shirley Kaiser

"Todas as vezes que eu oro por alguém que está me perseguindo, eu estou adorando a Deus”, disse a cantora ao Guiame, falando sobre uma vida de adoração.

fonte: Guiame, Luana Novaes

Atualizado: Quinta-feira, 14 Julho de 2016 as 11:07

Desde sua primeira edição, a Expoevangélica vem trabalhando para engajar cristãos a apoiarem projetos sociais e missionários. A cantora Shirley Kaiser, que também esteve presente no evento, conferiu os alimentos arrecadados e, em entrevista ao Guiame, ressaltou a importância da Igreja se envolver em ações como essa.

“Em primeiro lugar, eu entendo que a Igreja precisa mostrar o amor, apresentar Cristo — que é o nosso único e suficiente salvador —, mas eu acredito muito nesse engajamento que, na minha opinião, a Igreja precisava se despertar mais. Eu acho que a gente sempre pode fazer mais quando se trata de ajudar aquele que precisa”, disse Shirley, que dá voz ao álbum “Novo Templo”, lançado pela gravadora Universal Music.

Segundo a cantora, atitudes como essas também estão ligadas a uma vida de adoração. “Traduziu-se que levita é aquele que canta e que adoração é sempre através da música. Esses são dois equívocos, porque levita é aquele que serve na casa do Senhor. Os levitas eram os descendentes da tribo de Levi, que era a tribo responsável por cuidar de tudo nos tabernáculos, não só da música. Hoje em dia, a gente diz que ‘fulano é levita’, mas acha que quem zela da igreja, quem fica na porta, quem cuida do som, quem serve a água não é levita”, lamenta.

Shirley ressalta que as apresentações no palco devem ser apenas uma extensão de uma vida de adoração. “O Brasil está lotado de gente que adora através da música, mas não adora em nenhum outro momento da sua vida. Minha vida de adoração precisa começar na minha casa com a minha família, com o meu marido, nas minhas atitudes, nos meus relacionamentos diários”, disse ela.

“Todas as vezes que eu faço o bem a alguém, todas as vezes que eu perdoo, que eu tenho misericórdia, que eu dou a minha face ao invés de revidar, que eu abençoo quando sou amaldiçoada, que eu oro por alguém que está me perseguindo, eu estou adorando a Deus”, Shirley acrescenta.


Shirley Kaiser durante apresentação na Expoevangélica 2016. (Foto: Guiame/Levi Facó)

Enquanto um ministério com grande visibilidade pode cooperar com o engajamento social, Shirley também alerta sobre os riscos da fama. “Se os grandes nomes da música cristã hoje — não são todos, é óbvio — se posicionassem melhor quanto a essa questão do fã, talvez se aproveitassem essa visibilidade para ensinar as pessoas que não somos nós, é Ele…”, afirma.

“As pessoas realmente se comportam como fãs tendo os seus ídolos, vão para os shows para se divertirem, para ver o cantor. Eu, particularmente, acho que isso tem sido uma grande ferramenta que o inimigo tem usado para deturpar o propósito que Cristo tem quando levanta alguém para pregar o Evangelho, e esse alguém se torna muito visado”, afirma a cantora. “Eu acho que nós poderíamos aproveitar melhor essa visibilidade e ensinar as pessoas que isso não nos faz melhor do que ninguém, pelo contrário, me faz menor, porque eu estou na posição de servir.”

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