Rodolfo Abrantes responde críticas: "Eu não vivo às custas dos Raimundos"

Ao passo que muitos dos que acompanham o ministério de Rodolfo o elogiaram por seu testemunho, fãs e integrantes da antiga banda Raimundos (a qual o músico integrava antes de se converter) desceram o nível e usaram até mesmo de palavras de baixo calão para reclamar do que foi dito por Rodolfo em seu depoimento.

fonte: Guiame

Atualizado: Segunda-feira, 16 Junho de 2014 as 8:21

A recente entrevista que Rodolfo Abrantes concedeu à Revista TRIP tem lhe rendido críticas e elogios. Nas redes sociais, principalmente, ao passo que muitos dos que acompanham o ministério de Rodolfo o elogiaram por seu testemunho, fãs e integrantes da antiga banda Raimundos (a qual o músico integrava antes de se converter) desceram o nível e usaram até mesmo de palavras de baixo calão para reclamar do que foi dito por Rodolfo em seu depoimento.

A declaração que mais chamou a atenção de muitos foi o fato de o músico afirmar que está completamente arrependido de suas composições na época dos Raimundos.

"100% arrependido, mas usufruindo 100% da sua parte dos direitos autorais, e que não é a 'merreca' que ele gosta de falar para os desinformados. Se ele pode se dar ao luxo de sair de casa pra 'trabalhar' e não receber nada, quem banca isso!?", postou Digão em seu perfil oficial do Facebook.

Ao ver comentários deste tipo, Rodolfo respondeu, dizendo que a intenção de ter concedido a entrevista não era causar especificamente este resultado.

Confira abaixo o texto na íntegra do músico, no qual ele comenta tal repercussão e explica melhor suas declarações dadas na entrevista e exbidas em uma prévia pelo próprio site da TRIP.

"Fico triste com a dimensão e o rumo que minha entrevista tomou, e creio que devo explicações a todos que se sentiram desapontados ou ofendidos por minhas declarações. A noite da apresentação onde ela aconteceu foi muito especial pra ficar marcada dessa forma.

Nunca foi minha intenção denegrir, expor ou culpar qualquer pessoa pelos problemas que tive no passado que não fosse eu. Por isso, minhas sinceras desculpas aos fãs e integrantes do Raimundos, que possam ter levado pra esse lado.

Na cultura do ambiente cristão, arrependimento verdadeiro significa basicamente duas coisas. Primeiro, não voltar a fazer o que fazia. Jesus disse isso pra muitas pessoas, 'vá, e não peques mais'. A segunda é, mostre frutos de arrependimento, ou seja, 'faça diferente'. Quando disse estar '100% arrependido das músicas que escrevi', foi nesse sentido, pois é isso que tenho tentado cumprir como alguém que crê em Jesus. Arrependimento verdadeiro não é remorso, ele não aponta pro passado numa tentativa inútil de tentar apagá-lo. Ele aponta pro futuro, tipo 'daqui por diante, bola pra frente'. Meu maior arrependimento é o de ter tido, por um período de tempo, uma geração me ouvindo, e não tê-la edificado como gostaria, pois, naquela época, eu não tinha o entendimento que tenho hoje.

Sinto também que devo, de forma abreviada, explicar como recebo direitos autorais. Desde 1994 recebo royalties pelas canções que escrevi ou tive alguma participação. Sou compositor e essa é minha principal fonte de renda. É lícito, é digno, me permite pagar tributos e me permite servir à igreja voluntariamente, por amor e sem precisar cobrar altos cachês.

Nesses vinte anos lancei, se não me falha a memória, onze CDs. Seis com o Raimundos, dois com o Rodox, quatro do meu ministério, além de várias participações nos projetos de bandas como Charlie Brown Jr., Natiroots, Strike, Pregador Luo. Artistas como Nengo Vieira e Lucas Souza também regravaram algumas canções de minha autoria. A instituição que arrecada os valores que tenho direito como autor, repassa mensalmente o que me é devido, num só depósito. Portanto, eu não vivo às custas do Raimundos, mesmo porque eu não toco nenhuma música deles. Eu recebo os direitos autorais por toda obra que escrevi durante minha vida.

Também entendo que num país onde vivemos uma declarada perseguição religiosa (e todo esse barulho é 100% por causa da minha fé) é quase que prazeiroso chamar um cristão de hipócrita. Nada que eu nunca tenho ouvido, aliás, há 13 anos é o mais leve que eu ouço. Não sou, nem tento passar a idéia de alguém perfeito. Sou, sim, um pecador que é totalmente dependente da misericórdia de Deus. Espero melhorar com o tempo, e peço ao Senhor que me dê mais sabedoria quando falar.

Uma coisa eu repito: eu só sou o carteiro. Quem escreveu a carta (Jesus) não pode levar a culpa pelas minhas falhas.

Desejo uma vida longa ao Canisso e ao Rodrigo. Vocês podem pensar o que quiserem de mim, mais nunca vão se livrar das orações que faço, e continuarei fazendo, em favor de vocês. ✌️ '

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus' Mateus 5.9

Rodolfo Abrantes

Com informações da revistaTRIP.uol.com.br

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