Pregador Luo sobre mercado gospel: "Eu sempre fui contra cachês exorbitantes"

O rapper explicou que, ao contrário do que muitos imaginam, ele não concorda com o pagamento de cachês exorbitantes para artistas e busca oportunidades de participar de eventos beneficentes, com o propósito como o da Expoevangélica, em Fortaleza.

fonte: Guiame

Atualizado: Sábado, 9 Julho de 2016 as 3:39

"É a realização de um sonho". Com esta frase o rapper e compositor Pregador Luo definiu sua participação no segundo dia da Expoevangélica 2016, em Fortaleza (CE).

Com um propósito beneficente, a Feira tem deixado de cobrar valores em dinheiro para a entrada dos visitantes para receber doações de alimentos não perecíveis.

"É a realização de um sonho, poder tocar gratuitamente para as pessoas. Eu também não estou recebendo nada para estar aqui. Eu tenho o sonho de gravar os meus discos e dar de graça, sair, tocar com uma estrutura legal. Mas infelizmente a gente acaba fazendo parte de uma máquina, de um sistema capitalista que impede a gente de fazer isso", explicou.

O rapper explicou que, ao contrário do que muitos imaginam, ele não concorda com o pagamento de cachês exorbitantes para artistas e busca oportunidades de participar de eventos beneficentes, com o propósito como o da Expoevangélica, em Fortaleza (CE).

"Eu sempre fui contra essas coisas de ter um cachê exorbitante. É lógico que a gente precisa de um bom som, uma boa luz, mas não precisa ser nada do outro mundo. Eu já gente - artistas cristãos - que não quiseram subir ao palco pra tocar, porque faltava 'movie-light'. Precisa ter mais liberdade para fazer como a gente fez aqui", afirmou.


Contradição?

Se antecipando às críticas que possivelmente surgiriam após suas declarações, Luo explicou que não concorda com o caráter mercardológicoque a arte tem desenvolvido.

Quero deixar bem claro para as pessoas. Muita gente me fala: 'Ah... você fala isso, mas cobra ingressos para o teu show'. Mas não sou eu que faço as regras. Eu sempre tento amenizar, fazer as coisas de um jeito diferente. Eu fui independente até pouco tempo atrás. Eu fabricava os meus discos por R$2 ou R$3 e vendia por R$6. Eu tinha um lucro pequeno e quando chegava lá na ponta do consumidor, eles vendiam a R$30, 35, 40. As pessoas não sabem disso, acham que a gente está ficando milionário.

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