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Em época de Copa do Mundo, preços sobem até 500% próximo aos estádios

Em época de Copa do Mundo, preços sobem até 500% próximo aos estádios

fonte: Globo.com

Atualizado: Segunda-feira, 23 Junho de 2014 as 11:08

Cachorro-quente ficou mais caro em algumas capitaisQuem vive nas cidades onde estão acontecendo os jogos da Copa do Mundo já percebeu que o comércio e os serviços aproveitaram a competição para elevar os preços – em alguns casos, várias vezes acima do valor original.

Um levantamento feito pelo G1 constatou que as despesas mais comuns feitas pelos torcedores no entorno dos estádios chegaram a subir 500% no mês que antecedeu o início da Copa. No mesmo período, a inflação ficou em cerca de 0,4%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da FGV.
O G1 pesquisou preços em estabelecimentos comerciais no entorno dos 12 estádios que recebem jogos da Copa do Mundo. Os levantamentos foram feitos no dia 12 de maio (um mês antes do início da competição) e no dia do primeiro jogo da Copa realizado em cada estádio.
A alta mais “gritante” foi encontrada no preço do estacionamento em Fortaleza: de R$ 10 vistos no dia 12 de maio, o preço subiu para R$ 60 no dia 14 de junho, quando a Costa Rica venceu o Uruguai por 3 a 1.

Não foi a única cidade onde o preço do estacionamento subiu bem acima da inflação: em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife, a 800 metros da Arena Pernambuco, estacionar o carro ficou 400% mais caro entre as duas datas pesquisadas.
Em algumas cidades, no entanto, o preço não foi alterado: em São Paulo, ficou em R$ 19; em Salvador, em R$ 30; e em Porto Alegre, em R$ 50.

Água, refrigerante, cerveja
Se os preços do lado de dentro dos estádios eram fixos, nos arredores das arenas tudo variou. O torcedor que quis uma cerveja antes do jogo pagou até R$ 7,90 por uma latinha, nas proximidades do Maracanã – cerca de 75% acima dos R$ 4,50 cobrados no mesmo estabelecimento um mês antes.
Em Salvador, o preço da cerveja mais que dobrou, passando de R$ 2 para R$ 5. Em Recife, o preço subiu de R$ 2,50 para R$ 4, e em Natal, de R$ 2,5 para R$ 3.

Mais sorte tiveram os torcedores que acompanharam jogos na em Cuiabá, em Brasília e em Fortaleza, onde o G1 encontrou preços iguais nas duas pesquisas.
Também foi no Rio de Janeiro que o torcedor pagou mais pelo refrigerante: a latinha foi encontrada a R$ 7,20 próximo ao estádio na pesquisa feita em junho. Em maio, a mesma bebida saía por R$ 4,40. Em São Paulo, a alta foi mais “modesta”, de R$ 4 para R$ 4,50.

Em Porto Alegre, o G1 encontrou alta de 100% no preço da cerveja, de R$ 2,50 para R$ 5 entre as duas pesquisas. Mais uma vez, os torcedores de Brasília e Cuiabá tiveram mais sorte, e o preço encontrado nos dois locais não variou.
Nem a água escapou da disparada de preços. Em Recife, a garrafinha teve alta de 50%, de R$ 2 para R$ 3 – preços idênticos aos registrados em Fortaleza. Em Porto Alegre, ela dobrou de preço: de R$ 1,50 para R$ 3.

Mais uma vez, no entanto, foi no Rio que o consumidor pagou mais: o G1 encontrou um estabelecimento vendendo a garrafinha por R$ 4,90, bem acima dos R$ 2,90 cobrados um mês antes.

Alimentação
O preço da alimentação assustou menos os torcedores. No caso do cachorro-quente, o G1 encontrou alta de preços apenas em Manaus, Porto Alegre e Fortaleza.
A mais acentuada foi na capital do Amazonas: 71%, de R$ 4,20 para R$ 7,20. Em Porto Alegre, o preço subiu de R$ 7 para R$ 10, e em Fortaleza, de R$ 3 para R% 5.
Quem preferiu um pacotinho de batata-frita encontrou os preços até 50% mais caros. Caso de Recife, onde passou de R$ 2 para R$ 3. Em Fortaleza, o preço do mesmo pacotinho subiu de R$ 3 para R$ 5.

Hospedagem
Os preços dos hotéis também dispararam. Em Salvador, a diária de um hotel quatro estrelas deu um salto de 371% entre as duas datas pesquisadas, de R$ 155 em maio para R$ 730 no dia da goleada da Holanda sobre a Espanha.

O G1 encontrou preços também elevados em outras cidades. Em Fortaleza, a diária subiu 240%, de R$ 267 para R$ 908,50. Em Natal, de R$ 180 para R$ 414. A hospedagem em Porto Alegre também mais que dobrou de preço, passando de R$ 110 para R$ 260.

Em Recife, a alta foi menor, de 18,5%, passando de R$ 562 para R$ 666. Em Belo Horizonte, a diária passou de R$ 350 para R$ 390.
Na contramão dessa lógica, no entanto, o G1 constatou que, em Brasília, houve queda de 51% no preço: a diária caiu de R$ 759 para R$ 369 entre 12 de maio e 15 de junho, quando a Suíça e o Equador se enfrentaram no estádio Mané Garrincha.

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