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Candidatura de Marina Silva é aprovada por partidos da coligação

fonte: Globo.com

Atualizado: Quinta-feira, 21 Agosto de 2014 as 4:36

Partidos da coligação do PSB aprovaram nesta quinta-feira (21) a candidatura de Marina Silva à Presidencia da República. Também foi aprovada a candidatura do vice na chapa, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS). A decisão dos partidos foi tomada em reunião realizada na sede do PSB em Brasília.

Dos cinco que compõem a coligação, além do PSB (PPS, PPL, PHS, PRP e PSL), o PSL foi o único que não deu o aval. O presidente da sigla, Luciano Bivar, não compareceu à reunião desta quinta.

Nesta quarta, o PSL já havia anunciado que não ficou satisfeito em ter Marina como candidata e anunciou que poderia deixar a coligação.

A ausência de Bivar, segundo Marina, se deveu a “circunstâncias pessoais”. Ela não respondeu, no entanto, se o PSL continuará na coligação.

Roberto Amaral, presidente do PSB, também não confirmou a permanência do PSL na coligação e limitou-se a dizer que pessoas do PSB estão em contato com Bivar. “Este é um assunto que vamos encerrar hoje”, declarou.

O PSB deverá registrar a nova candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (22), segundo Amaral. O prazo termina no sábado (23).

Mudança na coordenação
Antes da reunião do PSB começar, o então coordenador-geral da campanha, Carlos Siqueira, anunciou que deixaria a função. Ele, que também é secretário-geral do partido, justificou que Marina não representa o legado de Eduardo Campos e que, por isso, não fará campanha para ela.

Não tenho mágoa nenhuma dela. Apenas acho que quando se está numa instituição como hospedeira, como ela é, tem que se respeitar a instituição, não se pode querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela porque no PSB mandamos nós”, disse Siqueira na ocasião, em referência ao grupo político de Marina, a Rede Sustentabilidade.

A candidata, ao sair da reunião, comentou as declarações de Siqueira. Ela classificou a fala como “equívoco” e “incompreensão” e a atribuiu à “gravidade do momento, ao tensionamento”.

“Há que ter compreensão com as sensibilidades das pessoas e essa compreensão, essa capacidade eu tenho. Sempre digo que prefiro sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça”, disse. Ela ainda acrescentou que tem “profundo respeito” pelas pessoas. “Ainda mais nesse momento de dor”, disse a candidata, em referência à morte de Eduardo Campos.



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