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Em entrevista ao JN, Dilma evita falar de julgamento do Mensalão e diz que a economia vai melhorar

fonte: IG

Atualizado: Terça-feira, 19 Agosto de 2014 as 8:39

dilmaA presidente Dilma Rousseff tentou passar uma imagem de otimismo em relação à economia no segundo semestre deste ano. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira (18), a presidente disse que as há indicadores da indústria de base, de papelão, entre outros segmentos, que indicam uma previsão de aquecimento.

Ao ser inquerida pelos apresentadores Willian Bonner e Patrícia Poeta sobre a responsabilidade do governo na condução da economia, Dilma disse que houve o enfrentamento da crise sem desempregar, arrochar salários ou aumentar impostos.

“Nós enfrentamos a crise não desempregando, não arrochando salários, não aumentando tributos, alias, nos reduzimos e desoneramos a folha, reduzimos a incidência de tributos sobre a cesta básica, nós enfrentamos a crise sem demitir. Qual era o padrão anterior”, comparou Dilma se referindo aos governos tucanos que antecedeu o período petista.

Dilma retrucou Bonner quando o apresentador falou sobre “dados ruins” no cenário econômico. “Não sei de onde vem os seus dados”, disse a presidente que, em tom professoral: “Nós temos uma melhoria prevista no segundo semestre e eu vou te dizer por quê. Existem índices antecedentes e índices que evidenciam a situação atual”, relatou. “Todos esses índices nos avisam que há uma recuperação no segundo semestre”, disse Dilma.

A presidente ainda aproveitou a entrevista para falar da ampliação que pretende fazer no programa Mais Médicos, em um eventual segundo mandato. De acordo com a presidente, o programa, que na primeira fase foi destinado somente à atenção básica, será ampliado para outras especialidades médicas.

Dilma não concordou com Patrícia Poeta ao ser questionada se ela considerava a situação da saúde “regular”. “Eu não acho isso. Até porque o Brasil precisa de uma reforma federativa. Nós assumimos o atendimento nos postos de saúde como uma responsabilidade como federal, ela é compartilhada”, retrucou a presidente.

A presidente evitou comentar o escândalo do mensalão que colocou lideranças importantes do PT na prisão. Para Dilma, criticar a posição do PT, seria também falar sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou seus companheiros de partido. “Não julgo ações do Supremo”.

Dilma disse ainda que os escândalos de corrupção que atingiram seu governo e que provocou sucessivas trocas de ministros ocorreu por que houve condições de investigação dos órgãos competentes.

“A Polícia federal ganhou imensa autonomia para investigar, descobrir e prender. Além disso, tivemos uma relação respeitosa com o Ministério Público”, disse Dilma que voltou a se referir ao ex-procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como “engavetador-geral da República”, por ter abafado o suposto esquema de compra de voto para aprovação da emenda da reeleição que acabou beneficiando FHC. “Nenhum procurador no meu governo foi chamando de engavetador-geral da República”, disse Dilma.

 

Assista a entrevista: 

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