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"Lulinha paz e amor" se irrtita contra 'certa imprensa'

"Lulinha paz e amor" se irrtita contra 'certa imprensa'

fonte: Terra.com

Atualizado: Sexta-feira, 22 Agosto de 2014 as 9:23

Se na campanha de 2010 Lula atuou como fiador de Dilma, na garantia de que a então pouco conhecida candidata seria uma boa presidente, agora na batalha pela reeleição o líder petista parece ter assumido uma posição diferente: a de porta-voz de assuntos espinhosos.
 
No programa eleitoral exibido na noite de quinta-feira (21), coube a Lula fazer uma crítica explícita à imprensa. Ou melhor, ‘certa imprensa’, conforme ele fez referência por duas vezes.
 
Após Dilma apresentar obras de grande porte, especialmente nas áreas de energia elétrica e transporte, Lula surgiu com expressão séria, como se estivesse bravo. Seu texto justificaria a falta dos habituais sorrisos. Ele usou 1 minuto e 30 segundos do programa para reclamar da cobertura jornalística da gestão Dilma:
 
“Eu tenho certeza que você já está surpreso com tanta coisa que a Dilma fez e você não sabia. Garanto que você vai ficar ainda mais. Esta campanha vai servir exatamente para isso. Pra você ver como certa imprensa gosta mais de fazer política do que informar bem. Como só consegue falar mal e esconder obras fundamentais que estão transformando o Brasil”, disse o ex-presidente, com irritação.
 
E Lula foi além: “É por isso que a gente diz que na minha primeira campanha, a esperança venceu o medo. E nesta, da Dilma, a verdade vai vencer a mentira”.
 
O ex-presidente definiu da seguinte maneira o que seria um tratamento inadequado de alguns veículos de comunicação em relação ao governo Dilma: “Uma das piores campanhas negativas de certa imprensa, que se transformou no principal partido de oposição”.
 
Desde o início de seu mandato, a presidente manteve um relacionamento oscilante com os jornalistas. Às vezes se apresentou sorridente e até fez brincadeiras. Em outros momentos exibiu irritação extrema e deixou muitos repórteres sem resposta ou falando sozinhos.
 
O recado duro de Lula no horário eleitoral poderia ter sido passado pela própria Dilma. Talvez os marqueteiros tenham preferido evitar que a presidente assumisse o papel de perseguida, gerando ainda mais conflitos.
 
Na voz de Lula, a crítica ganhou tom de desabafo. E o papel de ‘vítima’ dessa tal ‘certa imprensa’ acabou oferecido ao eleitor-telespectador, que só teria recebido notícias negativas sobre o atual governo.
 
Essa guerra de nervos e egos entre políticos e jornalistas se renova a cada eleição. É tão obrigatória quanto o voto.

 

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