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Marina diz que presidente não pode ser propriedade de um partido

Afirmação é resposta à pergunta sobre se ficará no PSB caso seja eleita. 'Eu me comprometo a governar o Brasil', afirmou candidata em São Paulo.

fonte: G1

Atualizado: Sábado, 23 Agosto de 2014 as 12:18

Indicada pelo PSB para concorrer à Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva afirmou nesta sexta-feira (22), em São Paulo, que o cargo de presidente não pode ser tratado como "propriedade" de um partido.

Ela fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre se permanecerá no PSB pelos próximos quatros anos na hipótese de se eleger presidente da República. Marina Silva entrou no PSB para poder concorrer na eleição deste ano como vice de Eduardo Campos, presidenciável do partido morto em acidente aéreo na semana passada. A Rede Sustentabilidade, partido de Marina, não conseguiu obter registro na Justiça Eleitoral a tempo de disputar a eleição.

"Eu me comprometo a governar o Brasil. Nós não devemos tratar o presidente da República como propriedade de um partido. As lideranças políticas têm que entender que o Estado não é o partido, que o governo não é o Estado", afirmou a candidata.

Marina Silva reiterou que, se eleita, não pretende disputar um segundo mandato. "Uma questão que nós dizíamos, mas que vocês talvez não tenham prestado atenção, que está também no nosso programa, é o nosso compromisso de acabar com a reeleição. E eu assumi o compromisso publicamente de que terei um mandato de apenas quatro anos", afirmou.

Nesta sexta, Marina Silva participou de reunião com lideranças do PSB no comitê de São Paulo, para definir os próximos passos da campanha. Entre os participantes do encontro, estavam o candidato a vice na chapa, Beto Albuquerque, e a coordenadora da campanha, Luiza Erundina.

Segundo Marina, todas as alianças fechadas pelo então candidato do partido, Eduardo Campos estão mantidas. Ela admitiu, porém, que será representada por Beto Albuquerque nos palanques estaduais aos quais tem restrições em relação às alianças firmadas. Em São Paulo, por exemplo, o PSB fechou acordo com o PSDB para eleger Geraldo Alckmin (PSDB) como governador do estado.

"Os partidos da aliança, do jeito que foi feito pelo Eduardo, as alianças estão todas mantidas. Como já foi dito, eu não vou aos palanques que já não estava indo, mas o certo é que o Beto irá suprir a presença de Eduardo junto àquelas candidaturas que nós já tínhamos acertado, eu e Eduardo, que ele é que cumpriria esse papel", explicou. "Agora não é a hora de ficarmos cada um querendo valorizar a parte. Agora é a hora de lutar pelo todo", declarou.

Ainda com incertezas em relação à equipe que deve permanecer na campanha e aos cargos de cada um, Marina afirmou que o programa de governo fechado com Eduardo Campos será mantido.

"Nós vamos fazer o lançamento do programa dia 29, nós reiteramos na coligação que as bases de continuidade na campanha é o programa que foi elaborado junto com Eduardo Campos num processo aberto", disse.

Segundo a candidata, as principais bandeiras da campanha – passe livre para estudantes, 10% do PIB para educação e saúde, fim da reeleição e redução da inflação – continuam como parte importante do programa de governo.

"Nós vamos dar continuidade a esse processo, infelizmente sem a presença do Eduardo, mas buscando eu e o Beto assumir esse processo, esse compromisso para que o Brasil possa realizar seu maior sonho, de renovação na política", disse.

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